Custo da conta de energia deve seguir elevado em 2022

Em 2021, a população sentiu no bolso os impactos da crise hídrica que refletiram em reajustes consequentes nas tarifas elétricas

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Mesmo com a melhora do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas e com o menor acionamento das termelétricas, as contas de energia devem se manter com valores elevados nos próximos anos. Ainda que tenha havido fortes chuvas nos últimos dias, a crise hídrica permanecerá deixando efeitos em 2022.

Em 2021, a população sentiu no bolso os impactos da crise hídrica que refletiram em reajustes consequentes nas tarifas elétricas. Há meses, as distribuidoras estão fazendo suas cobranças em cima da bandeira vermelha. As medidas emergenciais adotadas deixaram uma conta de, ao menos, R$ 69 bilhões a serem pagos pelos consumidores nos próximos cinco anos.

O valor foi distribuído da seguinte maneira: Conta-Covid, um empréstimo feito em 2020 para socorrer o setor elétrico dos efeitos da pandemia; Conta Escassez Hídrica, novo empréstimo a ser realizado no início de 2022 para bancar os custos extras para garantir o fornecimento de energia; e Leilão Emergencial Simplificado, que o governo realizou para compra a emergencial de energia de reserva.

Além dos custos deixados pela pandemia e pela crise energética, há fatores adicionais de pressão sobre a tarifa, como a alta do preço dos combustíveis, a disparada dos índices de inflação utilizados para reajuste dos contratos do setor, a alta do dólar e alta dos subsídios a serem pagos pelos consumidores de energia através da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).