Já é o metaverso? Meta, dona do Facebook, está lançando seu mundo virtual

O Horizon Worlds está disponível para qualquer pessoa com 18 anos ou mais com um fone de ouvido Quest 2 nos Estados Unidos e Canadá

Foto: Divulgação

A Meta, anteriormente conhecida como Facebook, lançou a plataforma de realidade virtual Horizon Worlds nos Estados Unidos e no Canadá na última quinta-feira (9), o primeiro passo para a construção de visão de metaverso da companhia. Para entrar neste universo, é necessário ter mais de 18 anos e um óculos de realidade virtual compatível.

A Horizon Worlds está longe de ser um metaverso completo, uma espécie de internet do futuro em que experiências on-line, como falar com os amigos, poderiam simular situações presenciais graças aos dispositivos de realidade virtual. Contudo, o lançamento é um dos maiores esforços da empresa para popularizar a realidade e socialização virtual.

Os usuários que usam fones de ouvido podem se encontrar com amigos e novas pessoas, jogar e criar seus próprios mundos. Os usuários, que aparecem como avatares altamente personalizáveis, podem mover seus dedos e mãos reais para gesticular na plataforma, e as bocas de seus avatares parecem se mover de maneira realista enquanto falam.

Um dos maiores atrativos é a liberdade para a criação de experiências e conteúdos novos. Usuários têm acesso a ferramentas básicas de edição de código para modificar regras de objetos e elementos no mundo virtual. As modificações acontecem através de blocos, então o processo é acessível mesmo para quem não tem familiaridade com a tecnologia.

A primeira vez que a plataforma apareceu foi em 2019 e, desde então, ela esteve em estágio de “beta fechado”, em que só convidados podiam experimentar. Primeiro, o ambiente virtual era vazio, com grande dependência de criações dos próprios usuários para jogos, mas o serviço evoluiu com atualizações até se tornar algo mais “social”.

Com o Horizon Worlds, a Meta espera levar a realidade virtual de uma tecnologia de nicho para um meio de mercado de massa, disse a empresa. Para conseguir isso, a companhia deve convencer os clientes a comprar um fone de ouvido Quest 2, que custa a partir de US$ 299, e então usar o dispositivo com frequência por períodos razoavelmente longos.