Instagram deve trazer de volta a opção de feed cronológico

Declaração de Adam Mosseri foi feita durante sessão no Senado dos Estados Unidos, nesta quinta-feira (9)

Foto: Reprodução

Adam Mosseri, CEO do Instagram, afirmou nesta quinta-feira (9) que a plataforma está planejando o retorno do feed cronológico a partir do próximo ano. A declaração foi feita durante sessão no Senado dos Estados Unidos, onde Mosseri foi questionado por advogados sobre o impacto do aplicativo na saúde mental do usuários mais jovens.

Ele informou que a empresa está trabalhando nesse recurso há meses, mas não compartilhou detalhes sobre como ele funcionaria e se valeria também para os stories, por exemplo. A versão anterior permitia que os usuários ordenassem as publicações cronologicamente, em vez de ranqueá-las de acordo com o algorítimo da plataforma.

A mudança trouxe preocupações sobre como o algorítimo força os usuários a hábitos nocivos, como transtornos alimentares. A ordem cronológica traria “mais transparência” aos usuários, mencionou o executivo. Mosseri reconheceu a necessidade de atualizar a função, além de acrescentar mais ferramentas para mais autonomia sobre os menores.

Segurança aos jovens

Recentemente, o chefe da rede social foi intimado a comparecer em audiência para esclarecer questões envolvendo segurança infantil na plataforma. Em contrapartida, o empresário propôs o desenvolvimento de um órgão fiscalizador para determinar boas práticas às crianças que acessam diferentes dados na internet.

Na véspera da audiência, o Instagram anunciou mudanças para reforçar a proteção dos mais jovens. O aplicativo vai impedir que usuários marquem em suas publicações adolescentes que não os sigam e será mais estrito quanto ao que recomenda, além de liberar a opção “Faça uma pausa”, que vai sugerir aos usuários parar por um tempo.

Neste momento, as funções estão liberadas em quatro países: Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália – o recurso terá alcance global a partir de janeiro de 2022, disse o Instagram. A rede social também vai propor, em março de 2022, ferramentas para permitir aos pais ver quanto tempo seus filhos passam no aplicativo e estabelecer limites.