Banco Central planeja ampliar Pix para operações internacionais e sem internet

O anúncio foi realizado pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em evento especial para celebrar o aniversário de um ano da ferramenta

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Para os próximos anos, o Pix, ferramenta de transferência instantânea de recursos, poderá ser usado em operações sem acesso à internet e em transações internacionais, informou o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. O executivo fez o anúncio em evento especial do BC para celebrar o aniversário de um ano da ferramenta. 

Segundo ele, o Pix ainda não atingiu todo o potencial. O uso do QR Code, versão avançada do código de barras fotografada pelo celular, ainda depende de melhor assimilação da tecnologia pelos usuários. Apesar de algumas novidades dependerem de desenvolvimentos tecnológicos, Campos Neto considerou revolucionária a evolução do sistema.

As últimas estatísticas divulgadas pelo BC, de setembro de 2021, mostram que as transações feitas por Pix superam as realizadas por boletos, TEDs, DOCs e cheques somados. A lógica do sistema é simples: você entra no aplicativo do banco, cadastra uma “chave” e realiza a transação, que faz o pagamento instantaneamente.

O pagamento pode ser realizado a partir de uma conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pré-paga. O sistema de pagamentos teve mais de 348 milhões de chaves cadastradas, sendo a maior parte delas, 121 milhões, a chave aleatória, afirmou o BC. Foram mais de 1.6 bilhão de transações neste primeiro ano de funcionamento.

As transferências entre novembro de 2020 e outubro de 2021 já movimentaram quase R$ 4 trilhões. Cerca de 75% das transações são realizadas entre pessoas físicas. Já a transferência de pessoa física para pessoa jurídica tem crescido, chegando hoje a 16%. O BC também possui atualmente 762 instituições financeiras no sistema.