Entenda a mudança do nome corporativo do Facebook para Meta

A mudança busca refletir os novos segmentos a serem explorados pela companhia

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A empresa que controla o Facebook, Instagram e o WhatsApp tem novo nome: Meta – vem do grego “metá”, que pode ser traduzida como “além”. A mudança representa o novo foco da companhia em tecnologias do futuro, como inovações em realidade aumentada e implantes cerebrais, na busca para estabelecer um chamado metaverso.

O projeto, que o Facebook está investindo há anos, consiste num espaço virtual que tenta replicar a realidade por meio de dispositivos digitais. As ferramentas permitirão a troca de experiências imersivas com outras pessoas mesmo distantes. O objetivo, segundo a Meta, é reunir conexões sociais, games, esportes, trabalho, educação e comércio.

Novo escopo

Mark Zuckerberg, diretor-presidente da companhia, afirmou que o Facebook surgiu como uma desenvolvedora de redes sociais, mas isso não abrange todo o escopo da empresa e suas ambições futuras. Segundo ele, o metaverso é a próxima fronteira para conectar pessoas, assim como as redes sociais o eram quando começaram.

Para Zuckerberg, a mudança era necessária para que refletisse os novos segmentos a serem explorados pela empresa. No entanto, a estrutura corporativa não mudou, apenas a divulgação dos resultados financeiros que, agora, serão separados entre os aplicativos e o Reality Labs. Na bolsa, a empresa passará a utilizar a sigla MVRS a partir de dezembro.

Óculos de realidade aumentada

A aposta de Zuckerberg é em óculos de realidade aumentada cada vez menores, usando a tecnologia desenvolvida pela subsidiária Oculus, para criar experiências de internet cada vez mais imersivas. Em última instância, implantes cerebrais e na pele poderão tornar o metaverso como algo que não precise de interfaces para ser utilizado.

Em comunicado, a Meta diz que “o metaverso funcionará como uma combinação híbrida das experiências sociais on-line atuais, às vezes expandido em três dimensões ou se projetando no mundo físico. Ele permitirá que você compartilhe experiências imersivas com outras pessoas mesmo quando vocês não puderem estar juntos”.

Momento de crise

O novo nome chega em um momento em que Zuckerberg vê a sua empresa em uma das piores crises de sua história, alvo de milhares de documentos vazados que mostrariam que a estratégia, nos últimos anos, foi a de crescer a qualquer custo, inclusive sobre a saúde mental de seus usuários. Assim, especialistas receberam a Meta com pessimismo.

Em entrevista ao Estadão, João Vitor Rodrigues, professor de marketing digital da ESPM-Rio, disse que o movimento tem ares de “cortina de fumaça” e pode ser pouco efetivo. Ele aponta que acontece de precisar fazer uma mudança porque ela expandiu para outros segmentos, mas no caso do Facebook tem muito a ver com os problemas.