Saiba o que considerar antes de estudar fora do Brasil

Um dos motivos de brasileiros buscarem por essa opção é acreditar que conseguirão maior destaque no mercado de trabalho e, consequentemente, retorno financeiro

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Estudar fora do Brasil é o sonho de muitos brasileiros, mas qual seria o motivo principal para esse desejo? A Fundação Estudar, organização sem fins lucrativos que custeia bolsas de estudos para brasileiros estudarem fora do país realizou uma pesquisa que pode responder a essa indagação.

Beatriz Alvarenga, especialista em ensino superior no exterior da Fundação Estudar revela que a pesquisa foi feita com mais de mil respondentes e ficou muito claro que as pessoas buscam a pós-graduação no exterior por acreditar que conseguirão maior destaque no mercado de trabalho e, consequentemente, retorno financeiro.

Qualidades e obstáculos

Além dos fatores citados acima, outros também pode ser considerados, como maior qualidade nas instituições estrangeiras, a fluência em um novo idioma e a ampliação do networking. Os pontos bons foram expostos, mas as dificuldades também podem deixar os estudantes com um pé atrás.

Metade do dos correspondentes apontam a falta de disponibilidade financeira como maior obstáculo. O valor das mensalidades, principalmente no caso de universidades americanas e inglesas, somado ao câmbio desfavorecido do real, não produzem um cenário favorável para o brasileiro médio, explica Alvarenga.

Em segundo lugar, foi citada a falta de conhecimento de um idioma estrangeiro. Alvarenga observa que vale destacar que isso pode significar desde não conhecer nada do idioma até não ter o nível alto exigido nos testes de proficiência. De acordo com uma pesquisa realizada pelo British Council, apenas 5,1% dos brasileiros falam inglês.

Destino

Os alunos do ensino superior da Unesco, em sua maioria, optam por destinos como: Argentina, Estados Unidos e Europa, com a Austrália logo atrás. Segundo a Fundação Estudar, na Europa, o local mais procurado pelos estudantes é Portugal.

Lucas D’Nillo Sousa, especialista em processos de inscrição para faculdades no exterior da Fundação Estudar, estudar fora é, idealmente, um projeto de longo prazo, então planejamento é a palavra de ordem.

Idioma, atividades e financeiro

Se você quer fazer uma pós no exterior ou um MBA fora do país e ainda precisa aprender um idioma estrangeiro, o ideal é que você se prepare para ter um nível C, em uma escala que o A1 é mais básico e o C2 mais avançado.

É ideal que os estudantes com interesse em estudar em outros países tenham em sua bagagem escolar atividades extracurriculares. No processo seletivo para pós-graduação nos EUA, eles fazem uma seleção holística do candidato e levam em consideração as pesquisas que fez, os projetos que esteve envolvido, seu potencial para tirar proveito do que o curso tem para oferecer, entre outros fatores, revela Sousa.

É necessário se planejar e organizar financeiramente, ainda que algumas instituições sejam sem custos, outras são bem caras, para viver em outro país. De acordo com a Fundação Escolar, para estudar ciências da educação na Universidade do Porto, por exemplo, um estudante brasileiro paga cerca de R$ 30 mil pelo mestrado inteiro.

Custos

Os dois anos de MBA em Harvard, nos Estados Unidos, custa quase R$ 400 mil. Ambos no câmbio atual. Sousa diz que é preciso incluir nos cálculos, ainda, os custos com o processo de candidatura, passagens, seguros, moradia e custo mensal, que também vai variar de acordo com o estilo de vida de cada um.