Japão vai exigir relatórios de empresas sobre riscos climáticos

A decisão inclui mais ou menos quatro mil empresas

Foto: Reprodução

A partir de 2022, as empresas devem relatar ao regulador financeiro do Japão suas emissões de gases de efeito estufa. A decisão inclui mais ou menos quatro mil empresas, inclusive aquelas que estão listadas na Bolsa de Valores de Tóquio.

A iniciativa é baseada nas diretrizes da Agência de Serviços Financeiros (FSA), com a mudança e exigência desses relatórios, as próprias companhias conseguem entender o que os negócios podem enfrentar nos casos de mudanças climáticas.

FSA

A ideia é que cada empresa fique responsável pelos dados que precisam ser apresentados, de acordo com a FSA, os relatórios deverão seguir as regras da Task Force on Climate-related Financial Disclousures (TCFD), essa estrutura é desenvolvida pelas autoridades financeiras de outras economias importantes.

As informações divulgadas pelas empresas devem seguir quatro áreas temáticas, de acordo com o que pede o TCFD, métricas e metas, governança, estratégia e gestão de risco.

É importante seguir à risca o impacto que cada uma delas podem causar em seu negócios, como, por exemplo, os níveis de emissões de gases de efeito estufa.

Lidar com os riscos

O objetivo é ir além disso, a principal informação do relatório é explicar quais maneiras estão e podem ser usadas para mudar esse cenário e lidar com os riscos.

A preocupação de algumas empresas japonesas com o tema não começaram agora, em 2019, o grupo cervejeiro Kirin analisou o impacto das mudanças climáticas sobre a produção de ingredientes como a cevada e a uva, cruciais para seus produtos.

Ainda com base na TCFD, até 2022, a International Financial Reporting Standars Foundation deve finalizar detalhes de uma estrutura sobre os padrões globais de relatórios de sustentabilidade.