Brasil recicla menos de 3% do lixo eletrônico, aponta pesquisa

O Brasil ocupa o 5º lugar do ranking mundial e o primeiro da América Latina na produção desse tipo de material

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Os brasileiros ainda não sabem como devem descartar lixos eletrônicos, aponta pesquisa conduzida pela Green Elétron, gestora de logística reversa da Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee). O Brasil ocupa o 5º lugar do ranking mundial e o primeiro da América Latina na produção desse tipo de material.

O que é lixo eletrônico?

Fones de ouvido, pilhas, celulares e eletrodomésticos. Todos esses utensílios, quando deixam de funcionar e não são mais aproveitados, viram lixo eletrônico. A maior parte dos brasileiros (87%) já ouviu falar em lixo eletrônico, mas um terço (33%) acredita que esse lixo está relacionado ao meio digital, como spam, e-mails, fotos ou arquivos.

Para outros 42%, lixo eletrônico são aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos quebrados e 3% acreditam que são todos os aparelhos que já viraram lixo, ou seja, apenas os que foram descartados. Mais de 90% dos brasileiros acreditam que celulares, smartphones, tablets, notebooks, pilhas e baterias são lixo eletrônico e estão corretos.

Jovens com idades entre 18 e 25 anos são os que declaram maior desconhecimento do que é lixo eletrônico – 14%, contra 5% dos adultos de 26 a 45 anos e 3% de 46 a 65 anos. Apesar disso, os jovens o associam menos a spam (28%), enquanto 36% das pessoas da segunda faixa etária e 31% da última já ligaram os termos alguma vez.

Reciclagem reduz o impacto

O gerente executivo da Green Elétron, Ademir Brescansin, afirmou que, o Brasil descartou, em 2019, mais de 2 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, sendo que menos de 3% foram reciclados. Segundo o executivo, além das possíveis contaminações de solo e água com o descarte incorreto, também há um grande desperdício.

De acordo com Brescansin, os materiais reciclados podem ser reutilizados em diferentes indústrias, evitando a extração de matérias-primas virgens. De acordo com o The Global E-waste Monitor 2020, mais de 53 milhões de toneladas de lixos eletrônicos são descartados em todo o mundo. Além disso, o número de dispositivos cresce cerca de 4% por ano.

Um dos caminhos para diminuir o impacto do descarte incorreto são os pontos de coleta. Em grandes cidades, como São Paulo, é possível fazer o descarte em vários pontos, como em algumas estações do metrô, redes de supermercados, algumas lojas varejistas e em postos de coleta. A reciclagem desse tipo de lixo, porém, ainda é um desafio no Brasil.

Alguns ecopontos de São Luís

  • Ecoponto Parque Amazonas, Avenida dos Africanos, Bairro de Fátima;
  • Ecoponto do Angelim, Rua 27;
  • Ecoponto do Bequimão, Avenida 1;
  • Ecoponto Habitacional, Turu Travessa G;
  • Ecoponto Jardim América, Avenida 3;
  • Ecoponto Jardim Renascença, Rua Netuno;
  • Ecoponto Residencial Esperança, Rua Doutor Ribeiro;
  • Ecoponto São Francisco, Avenida Ferreira Gullar;
  • Ecoponto Anil, Rua 2, Conjunto Rancho Dom Luiz;
  • Ecoponto São Raimundo, Rua 3, Quadra 50;
  • Ecoponto Itapiracó, Avenida Joaquim Mochel, Cohatrac IV;
  • Ecoponto Sacavém, Avenida dos Africanos;
  • Ecoponto Primavera, Avenida Contorno Sul;
  • Ecoponto Cohaserma, Rua 14;
  • Ecoponto Centro, Avenida Senador Vitorino Freire, Anel Viário;
  • Ecoponto Vila Isabel, Avenida dos Portugueses;
  • Ecoponto Avenida dos Holandeses, Calhau;
  • Ecoponto Calhau Borborema, Avenida Borborema, Calhau;
  • Ecoponto Recanto do Vinhais;
  • Ecoponto Jardim São Cristóvão.