Poderosos da tecnologia com vida pessoal analógica

Steve Jobs, fundador da Apple, não permitia que seus filhos usassem aparelhos tecnológicos em casa

Foto: Reprodução

Quem diria que o fundador da Apple seria contra seus filhos usarem dispositivos tecnológicos? Steve Jobs, que faleceu em 2011, já sabia dos riscos do vício das telas. Se o sucesso chegou por meio da venda de milhares de smartphones, em casa, a vida levada por ele sua família era bastante analógica.

Durante uma entrevista cedida para o The New York Times, em 2010, Jobs falou a respeito da vida pessoa e o principal fator que chocou os repórteres foi o incentivo a esse modelo de vida.

Sem aparelhos tecnológicos

Ao ser questionado se os filhos usavam iPad para brincar, ele respondeu que não usariam ainda. Ele limitava a quantidade da tecnologia que seus filhos usavam em casa.

Walter Isaacson, em uma de suas biografias, já havia se dedicado a falar sobre o assunto. Segundo o escritor, Jobs se concentrava mais em outras atividades de lazer.

Todas as noites, ele insistirem jantar na grande mesa da cozinha, falando sobre livros, história e uma variedade de outras coisas. Ninguém nunca pegou um iPad ou computador. As crianças não pareciam viciadas em aparelhos.

Regras para os filhos

O clã formado por milionários envolvidos com a tecnologia, mas com vida mais analógicas, tem Mariel Otero del Río, colunista da Entrepreneur, fundador da Microsoft, só permitiu que os filhos usassem smartphones depois dos 14 anos. Ela não permitia qualquer aparelho na hora das refeições ou antes de dormir.

O que há por trás de tanta tecnologia que pode se tornar prejudicial, eles não revelam. Río indica o documentário “Dilema das Redes“, lançado na Netflix, no ano passado, para entender um pouco desse universo.

Ex-funcionários de empresas de tecnologia dão depoimentos sobre o assunto tratado. Nele, há relatos pessoais do ex-funcionário do Google, Tristan Harris.

Algoritmos viciantes

O filme revela claramente o intuito das redes, por meio de algoritmos, faz de tudo para que o usuário fique totalmente viciado. Durante o documentário, frases como: existem duas indústrias que chama seus clientes de usuários: drogas e software chamam bastante atenção pelo poder que possuem.

Quanto mais jovem for a pessoa, maior é a chance de ela desenvolver comportamentos compulsivos e descontrolados em relação ao uso da tecnologia. Logo, quanto mais controlado for o acesso, melhor. Comportamento que Jobs já sabia, explica Río.