Colocação de títulos pré-fixados vira prioridade para o Tesouro Nacional

A possibilidade do reforço já é discutida pelo secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bitterncourt

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O secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt deixou claro que a secretaria já estuda a possibilidade de reforçar, no mercado, a presença de títulos prefixados e indexados à inflação.

Para início de aplicação de mudanças, o STN prioriza a colocação de Letras Financeiras do Tesouro (LFT), com taxa pós-fixada. Já no caso das Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), não exige ampliação de volume, mas o secretário diz que é necessário “aprimorar esse indicador”.

Tempo para resultado

No mês de julho, os títulos prefixados representavam 32,05% da Dívida Pública Federal (DPF), baseado no Relatório Mensal de Dívidas. A previsão até o fim do ano é que o intervalo de tempo para esse resultado no Plano Anual de Financiamento seja de 31% a 35%.

No mesmo período, os pós-fixados representavam cerca de 35,67%, com intervalo de 33% a 37%. Vale destacar que os resultados consideram limites propostos no PAF de títulos atraídos a índices de preços (participação de 27,59%) e câmbio (4,69%). No momento, somente estados com rating A e B têm acesso a garantias do Tesouro.

Alinhamento dos poderes

É necessário um alinhamento entre os poderes para que se encontre uma solução que pode vir tanto por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) quanto pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como sugeriu o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, explica o secretário.