Instagram divulga detalhes sobre impacto na saúde mental de adolescentes

No documento, jovens afirmam que a necessidade de criar uma imagem perfeita é um dos sentimentos mais comuns ao usarem a rede social

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No início de setembro, o The Wall Street Journal publicou que o Facebook, por meio de uma pesquisa interna, já sabia do impacto do Instagram na saúde mental de adolescentes. Agora, a rede social publicou dois slides com gráficos que ilustram o estudo.

Os materiais apontam para a busca pela perfeição na rede social com base em pesquisa com os jovens usuários do Reino Unido e dos Estados Unidos. Os analistas pediram para os adolescentes apontarem os sentimentos que foram desencadeados ao usarem o Instagram.

Entre os britânicos, 51% afirmaram que o mais comum foi a necessidade de criar uma imagem perfeita. Entre os norte-americanos, a parcela foi de 39%. Eles também disseram não se sentirem atraentes – 43% do Reino Unido e 41% dos EUA – e que a rede social causou a impressão de que não têm dinheiro ou amigos o suficiente.

O estudo também indicou que 13% de britânicos e 10% de norte-americanos relataram sentir depressão e tristeza, e 13% dos jovens do Reino Unido apontaram a vontade de tirar a própria vida. No caso de adolescentes que lutam para melhorar a saúde mental, a maioria afirmou que usar o Instagram faz com que se sintam pior.

Apesar dos problemas enfrentados, em anotação no documento, o Facebook explicou que os adolescentes não abandonam a rede social por medo de perderem as tendências. Em março, a rede social anunciou o projeto de um Instagram para crianças. Nesta semana, contudo, a empresa anunciou que o projeto foi adiado.

A ideia por trás dessa nova rede social era proteger as crianças. Apesar de existir outros métodos mais seguros para proteger esse público do que uma rede social para menores de 13. A primeira opção seria de aumentar a idade mínima para utilizar o Instagram. Atualmente, somente maiores de 13 anos podem criar conta.