Brasil concentra 77% das startups da América Latina

O estudo foi realizado com base em informações de 24,4 mil startups e 656 investidores de sete países

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O Brasil domina o ecossistema latino-americano de startups com 17.987 empresas, conforme o novo relatório da Sling Hub, startup que reúne dados sobre os atores da inovação na América Latina. O país representa 77% do mercado e concentra 70% dos investimentos na região.

O estudo foi realizado com base em informações de 24,4 mil startups e 656 investidores de sete países – Brasil, México, Chile, Colômbia, Argentina, Peru e Uruguai, considerados os mais representativos. Este ano, até setembro, pouco mais de US$ 13 bilhões foram aportados no mercado de startups da América Latina.

Aportes

De acordo com o estudo, as startups nacionais são as que acumulam mais aportes. Entre as dez que mais receberam investimentos, sete são do Brasil. Juntas, elas arrecadaram US$ 9,1 bilhões (ou 64% do total das top 10). Em números consolidados, o relatório mostra que o país tem liderado no quesito aportes nos últimos anos.

Em 2019 e 2020, os percentuais investidos nas startups brasileiras foram de 45% e 61%, nesta ordem – há um crescimento de participação do Brasil, que já era relevante. O Brasil também registra a maior concentração de startups por setor – os maiores são, nesta ordem, fintechs, edtechs, healthtechs, agritechs e marketing.

Unicórnios

Desde 2016, além do Brasil, apenas um país arrecadou mais de 20% do volume investido anualmente na América Latina: a Argentina, em 2019, quando a fintech Prisma Medios de Pago se tornou um unicórnio – passou a ser avaliada em mais de US$ 1 bilhão.

Enquanto isso, em 2018, em apenas um ano nasceram mais sete no Brasil – iFood, 99, PagSeguro, Nubank, Arco Educação e Ascenty -, além de uma na Colômbia e outra no México. Ao todo, hoje a região tem 34 startups unicórnios, sendo 60% delas brasileiras, 17% argentinas e 11% mexicanas.

Aquisições

Em relação às fusões e aquisições, quem lidera a lista é a Magazine Luiza, que comprou 25 empresas de tecnologia. Em segundo, está a Linx Retail, com a compra de 17 e, depois, a Locaweb, com 16. Como em outros pontos do estudo, o Brasil está na frente: oito dos dez maiores compradores de startups são brasileiros.

Em 2020, mesmo no pico da pandemia, as fusões e aquisições subiram 135% ante o ano anterior, com 200 startups adquiridas. Segundo indicam os dados, 2021 tende a superar, visto que 195 empresas já foram adquiridas até o mês de agosto. Fora o Brasil, a Argentina é o único comprador latino-americano da lista.