Tinta mais branca já criada pode ajudar a combater o aquecimento global

Objetivo dos pesquisadores é ajudar a diminuir o aquecimento global refletindo a própria luz do sol em ambientes

Xiulin Ruan, professor de engenharia mecânica (Foto: Reprodução)

Uma tinta tão branca que é capaz de eliminar a necessidade do uso de ar-condicionado. Em outubro de 2020, pesquisadores da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, criaram a tinta mais branca de todas com a intenção de usá-la para pintar edifícios e resfriá-los, ajudando a combater o aquecimento global.

Xiulin Ruan, professor de engenharia mecânica, afirmou que, quando ele e os outros cientistas envolvidos iniciaram o projeto, há cerca de sete anos, buscavam por economia de energia e combate às mudanças climáticas. O feito foi incluído na última edição do Guiness World Records como a tinta mais branca já feita.

Segundo Ruan, o revestimento é capaz de resfriar os prédios o suficiente para reduzir a necessidade de usar ar-condicionado, o que poupa energia e é benéfico para o planeta. Além de enviar calor infravermelho para longe da superfície, a formulação da tinta ultrabranca reflete até 98,1% da luz solar.

Como ela absorve menos calor do que emite, uma parede pintada com a tinta ultrabranca fica resfriada abaixo da temperatura ambiente – sem consumir energia. Ruan ressaltou que usar essa tinta para cobrir um telhado de cerca de 300 metros quadrados, pode resultar em uma potência de resfriamento de 10 quilowatts.

Para atingir um branco intenso, os cientistas enriqueceram a tinta com um composto químico chamado sulfato de bário, que também é usado para tornar brancos os papéis fotográficos e cosméticos. Para testar a invenção, os cientistas usaram equipamentos de leitura de temperatura de alta precisão chamados termopares.