Crise hídrica: energia ficará mais cara e ‘suja’ com uso de térmicas até 2025

Em outubro, o Ministério de Minas e Energia fará um leilão para compra de adicional de energia

Foto: Reprodução

Conhecido por explorar bem seu potencial hídrico para a geração de energia elétrica, o Governo Federal decidiu, para afastar o risco de apagão em ano eleitoral, concentrar sua estratégia na expansão da energia termelétrica, em vez de apostar em outras fontes renováveis.

Energia 10% mais cara

Assim, a maior crise hídrica dos últimos 91 anos deve pesar no bolso do consumidor e no caixa das empresas ao menos até 2025, de acordo com especialistas do setor e consultorias da área. A previsão é que a conta de luz fique, em média, cerca de 10% mais cara este ano.

Contudo, não é apenas a falta de chuvas a única responsável pela pressão nos preços, dizem os analistas. Além da geração de energia mais cara gerada pelas termelétricas, os avanços do dólar, do petróleo e dos próprios índices de inflação tendem a pressionar os reajustes anuais das distribuidoras a partir de 2022.

Compra adicional de energia

Além disso, até 2025, pelo menos, a matriz energética terá uma participação maior de fontes mais poluentes. Em outubro, o Ministério de Minas e Energia fará um leilão para compra de adicional de energia, com prazo previsto para abril de 2022 a dezembro de 2025.

Poderão participar do leilão térmicas a gás com custo de até R$ 750 por megawatt-hora (MWh) e a óleo diesel e óleo combustível de até R$ 1 mil/MWh. A fatura sairá ainda mais cara do que os leilões anteriores, mas o governo argumenta que o “prazo desafiador” para entrada em operação resulta em custo mais alto.