Número de unicórnios no planeta se aproxima da marca de 800

Com mais startups atingindo a meta de US$ 1 bilhão, as atenções se voltam agora aos decacórnios, que valem pelo menos dez vezes mais

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Quando a investidora-anjo Aileen Lee cunhou o termo “unicórnio”, em 2013, 39 startups estavam aptas a fazer uso dele. Eram as únicas com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão, até então raras como o animal mitológico – daí o apelido, que virou sinônimo de sucesso e inovação.

Mas os unicórnios estão se multiplicando como coelhos: já são 779. De acordo com a plataforma CB Insights, só no segundo trimestre deste ano nasceram 136, ante 128 em 2020 todo – e eles surgem ainda mais encorpados, o que coloca em xeque a marca de US$ 1 bilhão que os define.

Em média, os novos unicórnios de 2021 chegaram valendo US$ 1,6 bilhão; em 2020, essa marca havia sido de US$ 1,2 bilhão. As atenções se voltam agora para os decacórnios, que valem pelo menos dez vezes mais que os unicórnios – há 34 empresas globais que se enquadram nesse grupo.

Há até um hectocórnio, a chinesa ByteDance, que atua no ramo de inteligência artificial e vale US$ 140 bilhões. É de se perguntar no que as novas espécies de unicórnio diferem de empresas de tecnologia consolidadas como Google e Uber.

A SpaceX, por exemplo, o hectocórnio com o qual Elon Musk quer chegar até Marte, tem valuation de US$ 74 bilhões. Como não há consenso no mercado, muitas companhias grandes preferem ser vistas como eternas startups para se manter nos holofotes, observa Gustavo Araujo, CEO da plataforma de inovação aberta Distrito.