Programa de aceleração do Google busca startups do segmento de varejo

A plataforma NuvemShop (avaliada em US$ 1 bilhão) fez parte do programa de aceleração do Google

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Por meio do programa Google for Startups, o Google pretende apoiar startups voltadas ao varejo e comércio eletrônico. De acordo com o diretor do Google for Startups para a América Latina, André Barrence, esse é um setor super importante, onde é possível ver um crescimento espetacular nos últimos meses, especialmente no pós-pandemia.

Um dos unicórnios (avaliados em mais de US$ 1 bilhão) do comércio eletrônico passou pelo programa da empresa, a plataforma Nuvemshop, além dela também estão Creditas, Loft, Loggi, Nubank e QuintoAndar, todas fizeram parte do Google for Startups.

A iniciativa passou a existir em 2016, desde esse período, foram 150 startups apoiadas e um total de R$ 35 bilhões em investimentos e fundos e outros agentes financeiros.

Fábio Coelho, que é presidente do Google Brasil relata que naquela época, tinham 5 mil startups no Brasil e nenhum unicórnio. A equipe já ultrapassou ecossistemas consolidados da Alemanha, Inglaterra e Israel.

Unicórnios brasileiros

Dados apurados pela Associação Brasileira de Startups, atualmente, o Brasil possui 20 unicórnios entre mais de 13 mil startups em 692 cidades no país.

Segundo a plataforma de inovação aberta Distrito, entre o período de janeiro a julho, o país bateu o recorde de US$ 5,2 bilhões investidos em startups. Mesmo diante do bom resultado, ainda há muito espaço de crescimento.

O volume de venture capital investido no Brasil representa 3% do total investido globalmente e uma fatia de 0,7% a 0,6% do PIB (Produto Internet Bruto).

Se comparado ao ano de 2016, neste ano, o investimento médio levantado pelas startups integrantes do programa foi de R$ 4,5 milhões, 86% superior àquele ano. Para Barrence, é nítido que alguns fundos concentram investimentos em algumas startups.

Segmentos de interesse do Google

Barrence observa que agronegócio, finanças, saúde e educação também são segmentos de interesse do Google, bem como empresas que atuam em ganho de eficiência em setores como jurídico e contábil.

Ele diz acreditar que as startups terão um papel protagonista na retomada da economia. Tudo o que foi visto de transformação digital vai continuar nos próximos anos.

O relatório do Google aponta que o investimento inicial, ou anjo, representou 17% de todo o investimento levantado pelas integrantes do programa de aceleração em 2020, com avanço de 71% ao ano na soma de aportes de investidores anjo desde 2016.

Barrence acrescenta que pretendem aumentar a distribuição regional de startups, além de cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Florianópolis e Recife. Maceió, Manaus e na região Centro-Oeste estão nos planos para os novos polos de startups.