Mundo dos games chama atenção de grandes bancos

A fim de conquistar ainda mais o público, o BTG+, por exemplo, vai oferecer benefícios aos jogadores do game Tom Clancy's Six Siege

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O universo dos games, hoje considerado a maior indústria de entretenimento mundial, pode ser a principal e atual ponte de ligação entre bancos e o grupo mais jovem. As instituições devem usar a facilidade de usar a tecnologia em jogos e atrelar ao mundo financeiro mais presente no mundo de movimentação de dinheiro e serviços financeiros.

Entre os jovens brasileiros com faixa etária até 30 anos, pelos menos 67 milhões deles – acima de 12 anos – são adeptos de jogos eletrônicos, dados apurados pela pesquisa do DataFolha encomendada pela Brasil Game Show. Vale ressaltar que 38% dos entrevistados jogam.

Estimular a prática de games

Outra pesquisa da Game Brasil, realizada pela Blend New Research, estima que 72% dos entrevistados, cerca de 61,6% são usuários de games ou se classificam como “gamers”. A maneira de atrair esse público para integrar bancos e bancos digitais, é estimular e incentivar a prática de games.

O BTG+ vai oferecer benefícios aos jogadores do game Tom Clancy’s Six Siege, produzido pela Ubisoft. A proposta deve ir além daqueles que já conhecem, o banco também beneficiará os novos usuários. O “presente” oferecido aos antigos e novos usuários, antes custava R$ 59,99, com a iniciativa, o jogo será acesso de forma gratuita, além de também oferecer itens “ingame” para quem já joga.

De acordo com a diretora executiva de onboarding, crescimento e experiência do cliente do BTG+, Jaqueline Machado, a indústria de games é um mercado com grande potencial. A instituição quer criar um diálogo com essa comunidade para entender e ofertar soluções conectadas com a vida dessas pessoas. Não é algo pontual, o BTG+ veio para ficar no mercado de games.

Canais digitais

Quem também acredita neste mercado é Bruna Soares, diretora de parcerias estratégicas e diversificação de negócios da Ubisoft, segundo ela, 80% das vendas do jogo acontecem por canais digitais e, assim, o usuário precisa de um cartão de crédito. A Ubisoft está mostrando para os jogadores que oferece diversos benefícios.

A proposta de parceria entre games e bancos não é recente, em 2018, por exemplo, o Banco do Brasil (BB) já visava essa união a fim de transformar a estratégia digital e tornar sua plataforma mais jovem.

Em 2020, a instituição financeira se juntou a Visa e criaram a plataforma #TamoJuntoNesseGame. Em seguida, surgiu o cartão KaBuM! e uma ação de cashback com a plataforma Nuuvem, o maior site de comércio eletrônico de tecnologia e games da América Latina.

O BB já estava bastante avançado na cooperação com o mercado de games, outra de suas aquisições foram computadores e consoles criados pelo banco, a característica mais forte desse projeto é a facilidade de comprá-los sem precisar comprovar renda. A instituição é líder no consórcio de eletrônicos, dona de 67% do mercado, ou 84,1 mil casos.

Para o presidente da BB Consórcios, Rodrigo Vasconcelos, o consórcio de videogames tem sido um dos puxadores do crescimento dessa categoria. Temos tíquetes de entrada a partir de R$ 79 e toda a jornada é feito dentro do app.

Patrocínios

O Santander também entrou na disputa para patrocinar propostas ligadas aos jogos eletrônicos, logo que o Free Fire foi lançado, o Santander anunciou o prêmio de 1 milhão de “dimas“, a moeda usada dentro do jogo, equivalente a algo entre R$ 40 mil e R$ 45 mil.

Robson Harada, chefe de crescimento e marketing do banco, explica que o Itaú tem acompanhado e estudado o universo gamer para entender as necessidades desse público e criar, em conjunto, os produtos e serviços necessários.

Neste mês, o banco anunciou uma parceria com a Twich, um serviço de streaming ao vivo que se concentra em videogames, e em maio havia começado a patrocinar a equipe de atletas Loud, usando o mote #IssoMudaoGame.

Harada ressalta que apesar dos patrocínios, o Itaú não desenvolveu produtos específicos para esse universo e que isso está sendo feito com cuidado e sem pressa. É um público muito exigente, tecnológico, avançado, então a instituição está tomando cuidado para criar coisas que façam sentido para eles.