Com mira na sustentabilidade, Barry Callebaut cria chocolate que aproveita 100% do cacau

Aproveitar a polpa do fruto para adoçar o produto é a nova receita da Barry Callebaut contra o desperdício

Foto: Divulgação

Desde 7 de junho, está disponível para chefs, confeiteiros e consumidores brasileiros um chocolate de origem sustentável, sem desperdícios e de rótulo limpo: o WholeFruit Evocao, do grupo suíço Barry Callebaut, um dos maiores fabricantes de produtos de cacau e chocolate gourmet do mundo.

Resultado de uma pesquisa de três anos, o produto é criado aproveitando partes do cacau que geralmente são descartadas, sem adição de açúcar, baunilha ou outro ingrediente. O objetivo é que o chocolate seja associado à vida sustentável e à redução de resíduos.

Melhor uso do fruto

Segundo a empresa, o valor do cacau é colocado na semente, desde a época dos maias e incas, que é o que dá o chocolate no fim. Contudo, ninguém nunca pensou em usar a casca, acrescentou. O novo chocolate, que no Brasil se encaixa como meio amargo, surgiu a partir do interesse de aproveitar melhor o cacau.

Para desenvolvê-la, a empresa redesenhou a sua cadeia de produção e fornecimento, com o objetivo de torná-la o mais curta possível e garantir um produto fresco e artesanal para o consumidor final. As mudanças foram feitas em parceria com a Cabosse Naturals, que colabora com 450 comunidades de cultivo de cacau.

A colaboração resultou na obtenção de frutos de alta qualidade e na redução significativa entre o tempo de colheita e o processamento, importante para preservar os aromas e os nutrientes do cacau fresco. Com a reformulação, o intervalo entre o campo e a fábrica agora é de apenas cinco horas, afirmou a empresa.

Totalmente sustentável até 2025

A iniciativa pretende conseguir, de forma inédita, que o chocolate ganhe o selo Upcycled Certified, uma certificação para ingredientes alimentícios reaproveitados, que será implementada este ano nos Estados Unidos pela Upcycled Food Association. A nova meta é vender chocolates 100% sustentáveis até 2025.