Empresas dos EUA dão primeiro passo na vacina obrigatória para funcionários

Avanço de variante Delta do vírus leva empresas a endurecerem regras

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Enquanto há cautela em outros lugares, a vacina obrigatória avança no meio corporativo dos Estados Unidos, onde a resistência à imunização é maior que no Brasil. O Google e o Facebook, por exemplo, intensificaram o movimento ao anunciar que a volta aos seus escritórios terá como passaporte o comprovante de vacinação.

A lista de companhias envolvidas é ampla e conta com outros nomes importantes como Walmart, Disney, Netflix, Microsoft, Uber, Lyft, Twitter, Equinox e The New York Times. Empresas como Cisco, Salesforce, Walgreens, Morgan Stanley, Goldman Sachs, Well’s Fargo e BlackRock também entraram no movimento.

Variante Delta e resistência à vacina

O endurecimento responde ao avanço da variante Delta do novo coronavírus, que preocupa as autoridades americanas pelo alto contágio e ameaça a retirada de restrições proporcionada pela imunização no país, onde não falta vacina.

Apesar de ter um dos planos de vacinação contra a Covid-19 mais eficientes do mundo, o país agora luta contra a relutância de parte de sua população em se vacinar. Estados com menor cobertura vacinal têm sofrido um recrudescimento da pandemia e números maiores de mortes.

Regras para setor público

No fim de julho, o governo dos EUA anunciou que passará a exigir que funcionários públicos estejam vacinados contra a Covid-19 ou que apresentem testes semanais negativos para a doença. A medida entrará em vigor no dia 6 de setembro. Quem não se vacinar terá de se submeter a testes semanais para a detecção do vírus.

Autoridades de Nova York anunciaram nesta semana que trabalhadores do transporte público terão de apresentar comprovantes de vacinação. Além disso, o governador nova-iorquino, Bill de Blasio, também encorajou o empresariado no estado a exigir vacinação dos empregados.