Aumento nos casos de síndromes respiratórias preocupam, observa Fiocruz

O Boletim InfoGripe apresenta aumento de casos nas últimas três semanas, mas ainda não há motivo para pânico

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Os bons resultados de queda no número de pessoas apresentando síndrome respiratória foram interrompidos com um leve crescimento dos casos. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o aumento começou a ser notado nas últimas três semanas.

A preocupação agora é com a volta no aumento de casos positivos para a Covid-19, já que 90% dentro deste crescimento são da doença. O alerta é para se manter a atenção redobrada para mais casos.

Sem pânico

O Boletim InfoGripe apresenta aumento de casos nas últimas três semanas, mas ainda não há motivo para pânico, já que o cenário seria preocupante se essas semanas chegassem a seis, o chamado “longo prazo”.

Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, alerta que a mudança nos números de SRAG no país é apenas um sinal inicial e é preciso ainda aguardar as próximas semanas, mas já acende um alerta para a interrupção de queda de casos.

O crescimento destes casos está relacionado ao afrouxamento nas restrições, além da maior presença de pessoas circulando e ao funcionamento de serviços e do comércio.

Efeito significativo

Gomes observa que o Brasil ainda está muito longe de ter um efeito significativo da cobertura vacinal contra o vírus, uma vez que apenas 20% da população está totalmente imunizada.

Baseados nesta elevação, os resultados surgiram após avaliação de estados como Ceará, que apresenta probabilidade de aumento de casos de 95%. Em seguida, estão os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Acre, Pará e Rio Grande do Norte, com perspectiva de aumento chegando a 75%.

O Boletim aponta que outros 16 estados tiveram estabilidade e somente Espírito Santo, Tocantins e Roraima assistiram a quedas nos casos de SRAG desde meados de julho

Estados em avaliação

Os estados preocupam mais. São Paulo, Teresina e Maceió podem se agravar, já que no curto prazo de tempo viram o número de casos subir. As outras regiões se mantiveram em estabilidade na tendência de longo e curto prazo, o Rio de Janeiro e Belo Horizonte também estão sob avaliação.

Os pesquisadores chamam atenção para as regiões com maior concentração de pessoas. De acordo com eles, das 27 capitais, sete integram macrorregiões de saúde com nível de ocorrências “extremamente altos”, 11 se mostraram com nível “muito alto” e oito com nível alto.