Twitter pagará R$ 18 mil para quem arrumar preconceito racial de algoritmo

A ação acontece depois que um grupo de pesquisadores descobriu que o algoritmo favorecia mais pessoas brancas do que pessoas negras e mais mulheres do que homens

Foto: Reprodução

O Twitter anunciou nesta sexta-feira (30) que está criando uma nova competição entre pesquisadores e hackers, com o objetivo de encontrar alguém capaz de corrigir o suposto preconceito racial e de gênero em seu algoritmo de corte de imagens, segundo informações do Business Insider.

Segundo o Twitter, essa seria “a primeira competição de recompensas desse tipo na indústria”, e oferecerá um prêmio de US$ 3.500 (em torno de R$ 18 mil), para quem ajudar a identificar possíveis danos que o algoritmo tenha sofrido. Além dos vencedores, os vice-campeões também serão recompensados ​​financeiramente.

A competição se baseia em programas de “recompensa por erros” oferecidos por alguns sites e plataformas para detectar falhas de segurança e vulnerabilidades, explicaram os executivos do Twitter Rumman Chowdhury e Jutta Williams. Eles consideraram promissor o modelo de recompensas a hackers para encontrarem distorções.

A decisão foi tomada em meio à preocupação crescente gerada por sistemas de algoritmos que, apesar dos esforços para serem neutros, podem incorporar vieses raciais ou de outro tipo. O objetivo da ação é cultivar uma comunidade semelhante, para uma identificação pró-ativa e coletiva de danos de algoritmo, afirmou a rede social.