Advogada registra marca ‘Fadinha’ e passa direitos para família de Rayssa Leal

Por conta do skate, a atleta, de apenas 13 anos, se tornou a medalhista olímpica mais jovem do Brasil

Foto: Reprodução

Prata no skate street feminino nas Olimpíadas de Tóquio, Rayssa Leal conquistou o Brasil e chamou a atenção da advogada Flávia Penido, especialista em direito digital e propriedade intelectual, que resolveu registrar a marca “Fadinha” – apelido de Rayssa – no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

Segundo a advogada, não há interesses econômicos na ação, o registro é para evitar “espertos ou pessoas inescrupulosas que quisessem se aproveitar do sucesso dela”. Penido assinou digitalmente o documento e se comprometeu a repassar para a skatista.

O pedido para o registro, que demora em média seis meses para ser aprovado, segundo Penido, já garante que ninguém mais consiga usar “Fadinha” associado ao skate sem autorização do detentor. De acordo com a advogada, agora, a atleta já tem a preferência.

Fantasia da Sininho

Como é menor de idade, Rayssa tem os pais como representantes legais e prováveis donos da marca. Se desejar, ela pode indicar outra pessoa para comandar os direitos de “Fadinha”. O apelido vem de vídeos virais que fez quando tinha sete anos e estava fantasiada de fada enquanto fazia manobras no skate.

A avó da atleta costurou a roupa, que foi usada em um desfile de 7 de setembro de sua escola. Representando a personagem Sininho, saiu direto do evento e foi para um pico conhecido de Imperatriz, cidade maranhense e sua terra natal. Desde então, o fenômeno faz sucesso com seu talento e caiu nas graças dos brasileiros.