IA permite que algoritmos ajudem na prevenção ao suicídio

O Algoritmo da Vida analisa palavras-chaves que podem dar indícios de quadros depressivos

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Desde que a pandemia de coronavirus começou, milhares de pessoas desenvolveram ou descobriram algum tipo de abalo emocional. Dados obtidos pelo Fórum Econômico Mundial revelam que 53% dos brasileiros apresentam ansiedade, estresse e depressão.

Pelo menos 576 mil pessoas entraram com pedido auxílio-doença e aposentadoria, o número de pedido foi registrado pelo Ministério do Trabalho, no ano passado.

O quadro clínico de uma pessoa que sofre de depressão deve ser assunto para um profissional, mas vale lembrar que o meio digital mostra muito detalhes de pessoas com esses tipos de transtornos.

Mensagens públicas

Em 2018, por exemplo, a agência de publicidade África e da empresa de tecnologia Bizsys desenvolveram uma ferramenta de inteligência artificial (IA) que conseguiam analisar mensagens públicas do Twitter.

A ferramenta foi criada pela Universidade Harvard, dos Estados Unidos e foi batizada como O Algoritmo da Vida. Se a pessoa expressar, por meio de postagens, palavras-chaves que remetam a quadros depressivos podem ser analisados a partir desse sistema.

O desenvolvimento do novo sistema entregou à SAP Brasil o pódio de melhoria contínua na base de dados do Algoritmo da Vida. Na escala de perigo, os tuítes que sinalizam urgência são avaliados o mais rápido possível. A ideia é evitar que os casos cheguem ao estágio de suicídio. Os tuítes analisados já ultrapassaram a casa dos 2,3 milhões.

Alerta!

O CVV (Centro de Valorização à Vida) e a produtora de conteúdo Soul.Me ficam encarregadas de agirem assim que houver a confirmação de alerta. Juntos, eles enviam mensagens e vídeos de apoio e conforto. Casos mais extremos pedem atendimentos especiais, os psicólogos da plataforma Vittude oferecem até seis meses de terapia on-line, sem custo.

A diretora de responsabilidade social da SAP Brasil, Luciana Coen, que perdeu uma filha por suicídio, relata que muitas vezes, as pessoas só precisam pedir ajuda.