Indústria de NFTs fatura US$ 2 bilhões no 1º trimestre

O valor é 20 vezes maior que o do último trimestre de 2020 ou 131 vezes o volume do mesmo período do ano passado

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Será que dá para ser dono de um meme ou de uma obra criada na internet? A indústria de tokens não fungíveis (NFTs) faturou US$ 2 bilhões no primeiro trimestre deste ano, 20 vezes o valor do último trimestre de 2020. Os NFTs são produtos que não podem ser trocados e são considerados únicos e insubstituíveis.

Os tokens mais populares são os colecionáveis, sendo 48% do mercado total, na frente de arte (43%), esportes (4%), metaverso (3%) e jogos (2%), segundo o site especializado na coleta de dados NonFungible. Os NFTs de esportes são os que têm maior liquidez, de 3,95%, enquanto os de jogos têm liquidez de 0,99%.

Tokens são um tipo de criptoativo que dão ao seu detentor, de forma digital, a propriedade ou algum tipo de direito sobre produtos e serviços do “mundo real”. O valor desse arquivo está, então, atrelado àquilo que ele representa. Os NFTs podem ser aplicados a praticamente qualquer item digital, como textos, músicas, jogos eletrônicos, arte e memes.

Segurança na operação

Para quem se preocupa com a segurança da negociação de ativos que existem apenas na internet, Marco Jardim, diretor de tecnologia da Investtools, explica que o uso do blockchain – base de todo NFT – garante a segurança das operações. Tudo é assinado criptograficamente e a chave ‘impressa’ naquele NFT prova que o comprador é o dono, explicou o executivo.

Entre as razões apontadas para o crescimento exponencial do setor estão a forte valorização das criptomoedas neste ano e a comercialização de NFTs milionários, como uma obra de arte virtual do artista Beeple vendida por quase US$ 70 milhões nos Estados Unidos em março.

Exemplo de NFT

Um exemplo do uso de NFTs é o caso de Zoë Roth, mais conhecida como “Disaster Girl”, que foi eternizada na cultura viral por uma foto tirada em 2005, em frente a um edifício em chamas. No final de abril deste ano, Zoë vendeu a imagem em formato NFT para a 3F Music, um estúdio musical em Dubai, por US$ 500 mil. 

Mesmo que seja possível consiga visualizar o meme em questão na internet, a lógica, segundo os defensores da prática, seria a mesma se fosse inserida uma foto da obra “Monalisa”: é apenas uma réplica, então só uma pessoa pode ter o status e o prazer de ser a dona do quadro. “Disaster Girl” é somente uma foto entre múltiplas vendas que utilizaram o certificado.