Crianças chamadas ‘Alexa’ sofrem bullying e pais protestam contra a Amazon

Famílias relatam que filhos lidam diariamente com piadas relacionadas à palavra de comando usada para o dispositivo inteligente

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Pais de crianças chamadas “Alexa” pedem à Amazon que a empresa mude o nome de sua assistente virtual para um “não humano”. Eles afirmam que suas filhas estão sofrendo bullying por terem a mesma designação que ativa o comando do dispositivo inteligente. Segundo a BBC, alguns chegaram a mudar o nome porque “a enxurrada de piadas é implacável”.

Famílias, sobretudo, da Europa e dos Estados Unidos, relatam que as crianças lidam diariamente com piadas envolvendo seu nome. De acordo com os pais à BBC, colegas de seus filhos chamam por “Alexa” e emitem um comando repetidamente a exemplo do que acontece com a assistente virtual da Amazon.

Saúde mental

Existem mais de 4 mil pessoas chamadas Alexa com menos de 25 anos no Reino Unido. Pais contaram ainda que até os professores fazem brincadeiras com o nome, e isso tem afetado a saúde mental das crianças. Em resposta, a Amazon disse que projetou o aparelho para refletir as qualidades que valoriza nas pessoas: ser inteligente, atencioso, empático e inclusivo.

A Amazon afirmou que está “entristecida” com esses relatos e que palavras alternativas para chamar a assistente virtual estão disponíveis. A palavra “Alexa” se popularizou nos últimos anos, à medida que mais famílias usam os alto-falantes inteligentes ativados por voz da empresa. Os aparelhos usam “Alexa” como o comando que você diz antes de dar instruções.

Segundo a Amazon, como alternativa, o aparelho também oferece várias outras palavras de alerta que os clientes podem escolher, incluindo Echo, Computer e Amazon. A companhia ressaltou ainda que valoriza o feedback dos clientes e, como em tudo o que faz, irá buscar maneiras para oferecer mais opções nesta área.

Popularidade do nome

Desde que os dispositivos foram introduzidos no Reino Unido, em 2016, a popularidade do nome caiu drasticamente. Na época, era o 167º nome do bebê mais popular na Inglaterra e no País de Gales, mas em 2019 já era o 920º. No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que há 1.493 pessoas com esse nome, ficando em 6.282º.