Brasil cai para a 11º posição em investimentos no ranking global

Em 2019, o país ocupava a 4ª posição

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Na última segunda-feira (21), o Monitor de Tendências de Investimentos Globais divulgou pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) que o Investimento Estrangeiro Direto (IDE) nas Nações Unidas recuou 62% no Brasil em 2020.

O motivo relacionado a essa queda diz respeito pelo documento ao desaparecimento de investimentos para extração de petróleo e gás natural, fornecimento de energia e serviços financeiros.

Em 2019, o país havia recebido US$ 65 bilhões, enquanto em 2020, o valor caiu para US$ 25 bilhões, com isso, é confirmado o menor valor nos últimos vinte anos.

11ª no ranking

Diante do resultado negativo, o Brasil passa a ocupar a 11ª no ranking de países que mais recebem investimento estrangeiro. Em 2019, o país ocupava a 4ª posição.

É importante ressaltar que não somente o Brasil apresenta resultado negativo. Devido a pandemia causada pela Covid-19, o fluxo global de investimentos em 2020 foi de 35%, voltando ao mesmo patamar de 2005. Enquanto este ano apresenta o valor total de investimentos de US$ 1 trilhão, no ano de 2019 era de US$ 1,5 bilhão.

A impacto maior foi percebido logo no primeiro semestre do ano passado, período mais afetado pela pandemia e que requeria maiores investimentos com diversos protocolos e assistência à sociedade brasileira, enquanto, por outro lado, a economia brasileira também “desmoronava” e regredia à mesma proporção.

O maior recuo foi identificado nas economias desenvolvidas, que caiu 58%. Em relação às economias em desenvolvimento, como o Brasil, a redução foi moderada, de 8%, por conta de investimentos remanescentes no continente asiatico.

Outros países apresentaram acentuados recuos, como, por exemplo, o Chile, com queda na casa dos 33%, a Colômbia com 46%, e 38% na Argentina. O continente africano apresentou a menor queda, representada por 16%. Enquanto isso, a Ásia cresceu 4% no ranking.

Economias desenvolvidas

Com um recuo drástico de 80%, a Europa assume o título de queda entre as economias desenvolvidas. O continente europeu espera recuperação somente para 2022.

O relatório presume que as economias desenvolvidas devem puxar a retomada, os investimentos para a Ásia devem se manter, enquanto uma recuperação substancial para a África e para a América Latina é improvável no curto prazo.

Além disso, o relatório reconhece que os novos dados mostram que a produção internacional, considerada um motor de crescimento e desenvolvimento econômico global, foi gravemente afetada, pois a crise reverteu o progresso feito na redução da lacuna de investimento e a recuperação exige a renovação do compromisso da realização de esforços para acontecer.