68% dos brasileiros investigam crushes no Google e Instagram antes do primeiro encontro

29% desistiram do encontro porque não conseguiram achar nada que desse alguma segurança

Foto: Reprodução

Segundo levantamento realizado pela empresa de segurança Avast com 2.216 brasileiros entre janeiro e fevereiro deste ano, dois em cada três brasileiros (68%) que usam aplicativos ou sites de namoro online fazem pesquisas nas redes sociais e a busca no Google a procura de informações dos contatinhos.

Do total de participantes, 29% desistiram de encontrar os/as crushs após o match com base no que viram nos resultados ou porque não conseguiram achar nada que desse alguma segurança.

Para João Paulo Bastos, 40, quando ele conhece alguém pelo Tinder e no Happn, sempre procura conhecer mais a fundo, primeiro pede o WhatsApp, depois o Instagram, para verificar se a pessoa existe. Ele acredita que é fundamental buscar o mínimo de credibilidade.

Quem investiga contatinhos costuma abordar nas redes sociais Facebook, Instagram ou TikTok (82%) e/ou nos motores de busca como Google e Bing (35%).

FBI pré-flerte

Entre os entrevistados, alguns foram mais além e procuraram referências citadas em conversas também em redes sociais profissionais como o LinkedIn (17%) e, ainda, fizeram uma pesquisa reversa de imagens a partir de uma foto do perfil usada na plataforma de namoro pela pessoa (17%).

Maíra Machado, 33, conta que é desconfiada por natureza. Ela entrou no Tinder depois de sair de um relacionamento de onze anos. Criou o perfil por insistência de um amigo e acabou se adaptando à tecnologia de escorregar para lá e para cá, em busca de um novo match.

A carioca conta que se aproximar e chegar a passar o WhatsApp ou encontrar presencialmente é mais difícil do que parece. Quando a conversa flui, ela dá uma stalkeada no Instagram para saber mais sobre a pessoa.

Curiosidade

Nem sempre é só questão de segurança, mas também a curiosidade humana é motivo para correr atrás de informações antes do primeiro encontro. Segundo o estudo:

  • 70% querem apenas saber mais sobre a pessoa;
  • 57% querem verificar se a pessoa era mesmo de verdade (e não um fake);
  • 42% fazem para confirmar fatos que os pares contaram sobre si mesmos;
  • 32% desejam ver como os(as) crushes interagem nas suas redes sociais.

Mulheres

Ainda segundo o estudo, em média, as mulheres têm 9% mais probabilidade de tomar mais medidas de segurança do que os homens, quando o assunto é um encontro presencial, se você é mulher, é algo que provavelmente já sabe.

São elas:

  • Certificar-se de que seja um local público (62%)
  • Deixar um amigo ou um membro da família saber com quem estão ou compartilhar o local com eles (54%);
  • Marcar o encontro em um lugar com o qual estejam familiarizados (41%);
  • Pedir para um amigo ou um familiar estar no mesmo local, na hora e na data combinadas com o(a) crush (11%).

A verdadeira realidade

Atualmente os perfis de rede social são repletos de fotos perfeitas, com filtros e até mesmo fazendo vários tipos de ostentação que quase nunca trazem à realidade de quem somos.

Ou seja, mesmo uma boa investigação digital pode não revelar a vida ou os hábitos cotidianos do(a) crush.

Cabe entender, também, de acordo com o psicanalista, que a busca constante por certezas esbarra no fato de que todos temos medo do desamparo, de não encontrarmos nossa metade da laranja ou de não termos um final feliz e clichê de novela.

Esperar acontecer

O outro lado sempre existe e, entre os entrevistados, há aquelas que contaram não pesquisar informações na hora do flerte online. Desses:

  • 17% disseram não possuir dados suficientes para realizar tal pesquisa;
  • 47% sentiram que não era necessário fazer isso;
  • 32% responderam também que preferem não julgar as pessoas com base no que poderiam encontrar na internet e, por isso, preferem conhecê-las presencialmente primeiro;
  • 14% não acreditam que essas avaliações pré-flerte sejam éticas a se fazer com o próprio crush.