Empresas da área de saúde investem em pesquisa e desenvolvimento

Pandemia incentiva novos tratamentos destina e estimula atualização dos laboratórios

Foto: Reprodução

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) apresentaram liderança na área da saúde. A International Federation of Pharmaceutical Manufacturers & Associations soma em média R$ 2,6 bilhões e de dez a 15 anos para uma inovação alcançar o mercado.

Em 2020, a empresa americana MSD investiu US$ 13,6 bilhões em P&D, 37% de seu faturamento no período, com destaque para oncologia, vacinas e antivirais e anti-infecciosos.

Exemplo da Suíça

A suíça Roche remete cerca de 20% de seu faturamento global à área. Em 2020 foram 12,2 bilhões de francos suíços e 92 novas moléculas em estudo. Em evidência, ridisplam para atrofia muscular espinhal (AME), atezolizumabe para carcinoma hepatocelular e trastuzumabe entansina para câncer de mama em estágio inicial.

Covid

De acordo com Patrick Eckert, presidente da Roche Farma Brasil, com a Regeneron, o foco é o coquetel Regn-Cov2, cujo uso emergencial foi aprovado pela Anvisa em abril para pessoas acima de 12 anos não hospitalizadas e risco de condição grave.

Câncer

Em 2020, com 70% para cuidados com a saúde, a alemã Merck investiu € 2,3 bilhões em P&D. Inovações recentes incluem avelumabe, aprovado pela Anvisa para câncer de bexiga, e cladribina oral para esclerose múltipla. 

O diretor médico Luiz Magno, declarou que, os próximos dois anos estão em foco medicamentos para câncer de pulmão e trato biliar, esclerose múltipla e obesidade.

Vitaminas

Para Luis Augusto Ramos, diretor de novos negócios da Apsen, inovações como vitaminas D e K em altas dosagens e o primeiro psicobiótico do país aprovado pela Anvisa para auxiliar na redução de sensações de ansiedade e complicações gastrointestinais devidas ao estresse.

Em equipamentos, a Medtronic calculou US$ 2,3 bilhões em P&D de maio de 2019 a abril de 2020, e US$ 480 milhões em pesquisas clínicas.

Por aqui

No Brasil, o investimento da marca foi em torno de R$ 292 milhões de P&D, com diferença de 14% a mais que em 2019, para 80 estudos (58 próprios e 22 terceirizados), em 149 centros de 13 Estados. A pandemia acelerou testes diagnósticos para detecção do vírus e parcerias em medicações.