Brasil assina adesão a programa espacial Artemis, da Nasa

O país é o único da América do Sul que assinou o acordo até o momento

Em cerimônia realizada na última terça-feira (15), no Palácio do Planalto, o governo federal assinou o acordo de adesão ao programa especial americano Artemis.

A cerimônia de assinatura teve participação de Todd Chapman, embaixador norte-americano no Brasil, e presença virtual do secretário de Estado norte-americano Antony Blinken e do senador administrador da NASA Bill Nelson.

Dentre os planos, o propósito é levar a primeira mulher e o próximo homem a pisar em solo lunar. O último pouso humano na Lua foi em 1972. 

Brasil no Artemis

Segundo o governo, o Brasil é o único país da América Latina e o 12º no mundo a entrar para a seleta lista de parceiros até o momento.

O acordo foi assinado por oito países em seu lançamento (Austrália, Canadá, Itália, Japão, Luxemburgo, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e EUA), tendo aderência também de Coreia do Sul, Nova Zelândia e Ucrânia.

Durante a cerimônia, o presidente da República, Jair Bolsonaro, declarou que o Brasil tem um potencial enorme e vai mostrar o seu valor agora, nesse grande acordo, com o Projeto Artemis.

Para o Governo Federal, a participação no Programa Artemis é uma forma de avanços ao Programa Espacial Brasileiro e usar a ciência, tecnologia e inovações para colocar o país entre as nações que dominam tecnologias aeroespaciais.

Centro de lançamento de Alcântara

Marcos Pontes, ministro brasileiro da Ciência, Tecnologia e Inovação, relembrou o acordo entre Brasil e EUA feito em 2019 para o uso militar e comercial da base de lançamentos de Alcântara (MA).

O propósito do acordo foi viabilizar comercialmente o centro de Alcântara. O interesse dos EUA na base foi recorrente a sua localização, na linha do equador, que reduz o consumo de combustível de foguete, tornando os lançamentos mais baratos.

O acordo também conta com uma lista de princípios para a cooperação internacional na exploração do espaço, incluindo em território lunar.

O ministro Chapman afirma que, a colaboração espacial EUA-Brasil ajuda a garantir o acesso e uso responsável e seguro do espaço para todos.