Cerca de 60% das empresas brasileiras são alvos de fraudes e ataques digitais, diz Datafolha

O levantamento consultou 351 companhias e avaliou como as empresas enxergam e reagem aos ataques cibernéticos

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Embora a maioria das empresas a considere importante, muitas vezes a cibersegurança fica de fora na hora de montar o orçamento. O relatório Barômetro da Segurança Digital, lançado pela Mastercard em parceria com o Instituto de Pesquisa Datafolha, aponta que 57% das empresas entrevistadas são alvos de fraudes e ataques digitais com alta frequência.

A pesquisa mostra que 80% das empresas dos setores de educação, financeiro e seguros, tecnologia e telecomunicação, saúde e varejo entendem a importância da cibersegurança para seu negócio, mas isso não é uma prioridade no orçamento para 39%. O levantamento consultou 351 companhias entre os dias 1 e 25 de fevereiro de 2021 e avaliou como as empresas enxergam e reagem aos ataques cibernéticos.

Falta de testes preventivos

Ainda que a maior parte das organizações afirme ter um plano de resposta a um possível ataque cibernético, apenas um terço fez algum tipo de teste preventivo nos três meses antecedentes à pesquisa, conforme constatou o estudo. As empresas acreditam que as áreas mais suscetíveis para ataques são o banco de dados de seus clientes e o departamento financeiro.

Ao menos 11% delas afirmam ter sofrido algum tipo de ataque cibernético em 2020, porém somente 32% possuem uma área própria de cibersegurança, sendo que saúde (23%), educação (29%) e varejo (30%), embora tenham ficado bem mais digitais na pandemia, estão um pouco mais distantes da área de finanças e seguros (42%), por exemplo.

Brechas crescem

Estanislau Bassols, gerente geral da Mastercard Brasil, comentou em teleconferência com jornalistas que, por dia, são registrados, 100 novos esquemas de fraude. Segundo ele, a quantidade de brechas cresce no mesmo ritmo da utilização do meio cada vez mais digital. No mundo, o investimento no ramo cresce cerca de 15% ao ano, e aqui o nível de prioridade oscila muito entre os setores, acrescentou.

De acordo com Bassols, a Mastercard global investiu “bilhões” para adquirir parceiros que envolvam todas as camadas de segurança necessária tanto interna e externamente. Entre as companhias citadas estão RiskRecon, NuData, Brighterion e Ethoca. O executivo afirmou ainda que a empresa busca novos parceiros para consolidar sua posição como provedora de soluções de tecnologia.