Países que combateram a pandemia cresceram mais, aponta Austin Rating

O Brasil, segundo a levantamento, perdeu sete posições do último trimestre de 2020 para o primeiro deste ano

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A agência classificadora de risco Austin Rating, após considerar o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, apontou que, países que combateram a pandemia de Covid-19 com vigor e concederam incentivos fiscais significativos, cresceram mais neste início do ano.

O Brasil, segundo a levantamento, perdeu sete posições do último trimestre de 2020 para o primeiro deste ano, caindo para o 19º lugar, numa lista de 50 economias que já divulgaram seus resultados. Para a agência, o País só conseguiu se manter nesta posição devido à alta do preço das commodities e pela maior demanda da China – que foi positivo nos negócios das exportadoras brasileiras.

O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, afirmou que o PIB do Brasil só foi bom porque o preço das commodities – matérias-primas com cotação internacional – está no maior nível desde 2009. Vários analistas do mercado financeiro revisaram para cima suas projeções para o crescimento econômico em 2021, mas a Austin Rating manteve sua estimativa inalterada, de 3,3%.

Lideram a lista Croácia (crescimento de 5,8% sobre o quarto trimestre de 2020), Hong Kong (5,4%), Estônia (4,8%), Chile (3,2%) e Cingapura (3,1%). Na América do Sul, a Colômbia também ficou à frente do Brasil, com avanço do PIB de 2,9%. O Brasil cresceu 1,2% no primeiro trimestre, ante o quarto do ano passado, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo Agostini, apesar de indicações de um maior crescimento, ainda há algumas incertezas, como possíveis novas altas da taxa básica de juros; os efeitos da crise hídrica; o processo lento de vacinação; a elevação dos custos de produção, com destaque para as altas recordes dos preços das commodities; o cenário fiscal ainda fragilizado; e a redução dos estímulos monetários nas economias desenvolvidas.