WhatsApp volta atrás em limitar funções de quem não aceitar nova política de privacidade

No início do mês, empresa disse que, com o tempo, limitaria ferramentas daqueles que não fizessem aceite, mas desistiu

Foto: Reprodução

O WhatsApp voltou atrás e não vai mais limitar as funções dos usuários que não aceitarem suas novas políticas de privacidade, em vigor desde 15 de maio. O mensageiro publicou numa página de suporte que, “no momento, não há planos para exibir lembretes de maneira persistente nem limitar as funcionalidades do aplicativo”.

Antes, o usuário continuaria a receber as notificações de mensagens e ligações em um primeiro momento. Com o tempo, as funções seriam desativadas até que o usuário aceitasse as novas regras. Um dia antes de os novos termos entrarem em vigor, um acordo com autoridades brasileiras garantiu que as funções seriam mantidas por pelo menos 90 dias.

Por enquanto, o WhatsApp abriu mão de aplicar essas restrições. Um porta-voz da empresa afirmou que, dada a recente discussão com diversas autoridades e especialistas em privacidade, o aplicativo não limitará os recursos para aqueles que ainda não aceitaram a atualização da Política de Privacidade.

A decisão vem em meio à pressão de autoridades ao redor do mundo sobre a alteração na política de privacidade, que prevê o compartilhamento de dados com o Facebook, dono da plataforma. A política prevê que dados gerados em interações com contas comerciais poderão ser utilizados pelas empresas para direcionar anúncios no Facebook e no Instagram.

As mudanças são polêmicas e foram anunciadas pela primeira vez em outubro de 2020. Após a aceitação do usuário, informações como número de telefone, dados de transações, endereço de IP, dados de dispositivo, entre outros, passam a ser compartilhados com o Facebook, quando houver uma conversa com uma empresa.