Auxílio deve ser renovado se vacinação contra Covid-19 não evoluir como esperado, diz Guedes

Ministro afirmou ainda que cláusula de calamidade pública, que libera gastos com mais facilidade, pode voltar a ser acionada se pandemia piorar

Foto: Reprodução

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, nesta quinta-feira (27), que o governo pode prorrogar o auxílio emergencial caso a vacinação não siga o ritmo esperado e o Brasil continue a registrar número alto de casos e de mortes provocadas pela Covid-19.

A segunda leva do benefício começou a ser paga em abril e a quarta e última parcela deve ser paga até o fim de agosto. A atual rodada estabeleceu quatro parcelas de R$ 150 a R$ 375, pagas pela Caixa Econômica Federal.

Calamidade pública

Contudo, Guedes deixou claro que a expectativa não é a renovação do auxílio, mas sim o avanço e resultado positivo da vacinação. O ministro disse ainda que, caso seja necessário, pode ser decretado novamente estado de calamidade pública, a exemplo do que aconteceu em 2020, o que liberaria mais facilmente gastos emergenciais relacionados com a pandemia.

Mais tarde, o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, também reconheceu que um eventual agravamento da pandemia pode levar o governo a apertar novamente o botão de mais gastos para combater seus efeitos. Ele ponderou, porém, que ainda é prematuro para dizer se isso será necessário e como seria feito.