É possível dar fim à pandemia a um custo de US$ 50 bilhões, diz FMI

Diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, disse que faz sentido que as economias ricas aumentem as doações para garantir um fim mais rápido da pandemia

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) propôs, nesta sexta-feira (21), um plano para acabar com a pandemia de Covid-19 com um financiamento estimado em US$ 50 bilhões. O objetivo é vacinar ao menos 40% da população de todos os países até o final de 2021 e 60% até o primeiro semestre do ano que vem, para permitir uma recuperação econômica global.

De acordo com autoridades do FMI, a proposta injetaria o equivalente a US$ 9 trilhões na economia mundial até 2025 devido a uma retomada mais rápida da atividade econômica, com os países ricos sendo potencialmente mais beneficiados. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, disse que faz sentido que as economias ricas aumentem as doações para garantir um fim mais rápido da pandemia.

Desfecho sustentável

Segundo ela, as economias avançadas – solicitadas a contribuir mais para este esforço – provavelmente veriam o maior retorno sobre investimento público na história moderna, capturando 40% dos ganhos do PIB e cerca de US$ 1 trilhão em receitas fiscais adicionais. A proposta do FMI custaria cerca de US$ 50 bilhões em uma combinação de subsídios (pelo menos 35 bilhões), recursos dos governos e de outros fundos, segundo o organismo multilateral.

Os autores do relatório do FMI enfatizam que agora se reconhece que não haverá “desfecho sustentável” da crise econômica sem o fim da crise da saúde. Para colocar o mundo de volta no caminho do crescimento, o FMI aponta que ajudar os países em desenvolvimento a melhorarem suas campanhas de vacinação é o primeiro passo. O objetivo é ajudar a controlar significativamente a pandemia em todos os lugares do mundo, disse Georgieva.