Presidente e diretor executivo da holding LVMH se torna segundo homem mais rico do mundo

A holding controla 75 marcas de alto padrão

Bernard Arnault, presidente e diretor executivo da holding LVMH (Foto: Reprodução)

O empresário Elon Musk, CEO da Tesla e da Space X, deixou de ser o segundo homem mais rico do mundo após as ações da Tesla terem registrado queda superior a 2% na segunda-feira (17). Com isso, o empresário entregou o seu posto no ranking de bilionários da Bloomberg para Bernard Arnault, atual presidente e diretor executivo da holding LVMH, dona das marcas Louis Vuitton e Dior.

Elon Musk, que chegou a ocupar o primeiro lugar no referido índice em janeiro, agora acumula uma fortuna de aproximadamente US$ 160,6 bilhões – cerca de 24% inferior à registrada na época. Na semana passada, o empresário fez o bitcoin despencar até 15%, após postar uma declaração no Twitter anunciando que a Tesla não estava mais aceitando a criptomoeda como forma de pagamento na empresa.

Quem é Bernard Arnault?

Bernard Arnault é um empresário francês, presidente e diretor geral do grupo LVMH, maior conglomerado de produtos de luxo do mundo, fundado em 1987 a partir da fusão das empresas Moët Henessy e Louis Vuitton. A holding controla 75 marcas de alto padrão como Dior, Givenchy, Dom Pérignon, Veuve Clicquot, Tag Heuer e Tiffany & Co. O faturamento cresceu 32% em comparação com o mesmo período de 2020 e 8% em relação aos três primeiros meses de 2019. 

“A pandemia fez com que os ricos ficassem mais ricos”, diz reportagem da revista norte-americana Fortune sobre o tema. Sua última grande cartada foi a aquisição da joalheria norte-americana Tiffany & Co por US$ 15,8 bilhões em novembro de 2020, considerado o maior negócio da história indústria do luxo, um processo iniciado um ano antes que contou com desentendimentos públicos e processos, até que um acordo fosse fechado.

Arnault é visto como um visionário que revitalizou a alta costura francesa e devolveu prestígio a marcas tradicionais em parte com aquisições publicas, pacíficas, cortejando antigos controladores e aproveitando oportunidades; mas é visto também como extremamente competitivo, disposto a adotar estratégias agressivas, sem medo de confrontos e de críticas públicas, disputando até o fim as empresas que deseja controlar.