Casai chega ao Brasil expandindo projeto de casas inteligentes para aluguel

As casas, que saltam de um modelo tradicional, se transformam em smart homes com a ajuda do Chromecast e Google Home

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A modalidade de casas inteligentes para aluguel tem crescido no Brasil. A opção vem sendo cada dia mais procurada. Nesta semana, por exemplo, chega ao país, a startup mexicana Casai, plataforma de alugueis com contratos flexíveis.

As chamadas construtechs e proptechs esbanjam tecnologia, inovação e criatividade. As casas, que saltam de um modelo tradicional, se transformam em smart homes com a ajuda do Chromecast e Google Home.

Pilotagem desde 2020

O cofundador da Casai, Nico Barawid, explicou que o empreendimento está em pilotagem desde setembro de 2020, com cem unidades espalhadas pelos bairros dos Jardins, Itaim, Bibi, Pinheiros e Vila Olímpia, na capital de São Paulo.

Diferentes de hotéis, os apartamentos ficam em bairros bem interessantes, além de possuírem cozinhas. O problema é que não há consistência na qualidade as propriedades. Barawid quis encontrar formas melhores de viajar, especialmente em mercados emergentes.

O aluguel de casas inteligentes é uma das opções mais escolhidas por americanos, para garantir a estadia. O interessado deve realizar a reserva pelo site da Casai. O acesso aos quartos fica mais fácil usando o aplicativo que oferece instruções ao cliente.

Uma curiosidade interessante é que, por meio do aplicativo, a recepção do local recebe os hóspedes com boas vindas no seus idiomas locais. Tudo isso usando a tecnologia disponível na plataforma.

O acesso ao quarto também é controlado pelo aplicativo, que é usado para atribuir a senha de acesso da porta de entrada. Quanto à organização e limpeza, a startup faz questão de manter o cuidado sempre que o quarto é desocupado, com isso, renova seu conteúdo de fotos para que os próximos hóspedes tenham informações atualizadas ao seu dispor.

Ocupação acima de 90%

O negócio teve início no México, depois de Barawid viajar por outros locais da América Latina, resolveu expandi-lo para Brasil, especificamente em São Paulo. O projeto teve início em novembro do ano passado e já possui 100 unidades em operação, com ocupação acima de 90%. O tempo de estadia cresceu de cinco para dez dias desde novembro.

O valor do aluguel por noite custa de R$ 300 a R$ 400, mas segundo o executivo, o valor deve aumentar, se aproximando do visto do México, de US$ 100 – cerca de R$ 540 na cotação atual. A operação no Brasil tem expectativa de manter o crescimento acima de 90%. A ideia é que a receita brasileira ultrapasse a mexicana em três anos.

Antes de sua decolada no país, a startup recebeu aporte de gigantes do mercado como Andreessen Horowitz, Kaszek Ventures e Monashees. A primeira rodada atingiu o valor de US$ 5 milhões, uma rodada série A de US$ de 23 milhões e uma uma rodada de financiamento de dívida de US$ 25 milhões.