Marcas de luxo anunciam blockchain único para combater falsificações

O selo digital de autenticidade vai permitir aos compradores acessar informações sobre origem, produção e comercialização dos produtos adquiridos

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Sendo uma tecnologia relativamente recente, apresentada em 2008, o blockchain é um método de verificação que viabiliza comprovar a autenticidade e a procedência de dados, de modo que, para que uma transação seja validada, precisa apresentar todas as informações relativas a cada movimentação, o que, por sua vez, inibe fraudes e duplicidades.

Desta forma, marcas de luxo uniram forças para lançar um selo de autenticidade baseado na referida tecnologia. O consórcio Aura Blockchain reúne, inicialmente, as marcas Louis Vuitton, Cartier e Prada. Em uma declaração conjunta, as empresas afirmaram que a aliança irá disponibilizar uma solução com blockchain para garantir aos compradores a autenticidade do que estão comprando.

Rastreamento

O consórcio foi desenvolvido pela ConsenSys e idealizado pela LVMH -empresa proprietária de mais de 60 marcas de luxo, como a Louis Vuitton – e tem como principal objetivo oferecer uma garantia extra de autenticidade dos produtos. Por meio do serviço, o consumidor conseguirá rastrear o caminho percorrido desde a obtenção de matérias-primas até os pontos de venda e eventuais mercados de produtos usados.

O diretor-gerente da LVMH, Antonio Belloni, explicou que a tecnologia blockchain é uma forma digital de certificar uma transação fornecendo um certificado criptografado de garantia. O CEO da Cartier, Cyrille Vigneron, afirmou acreditar que a iniciativa evolua, uma vez que ainda é uma tecnologia jovem. O blockchain deve entrar em operação ainda no primeiro semestre deste ano.

De acordo com o site oficial, o consórcio surgiu da visão de que “colaboração e concorrência podem coexistir para um bem maior”. As empresas de artigos de luxo reforçam ainda que valorizam “confiança, sustentabilidade, inovação e decisões colaborativas para aprimorar a experiência de luxo dos clientes”. Com isso, a iniciativa dará início a uma “nova era de luxo iluminada pelo potencial do blockchain”.

Contrafações

Em jogo, estão bilhões de dólares no valor da receita, que são perdidos para falsificações. O comércio global de contrafações atingirá US$ 991 bilhões em 2022 – quase o dobro do nível de 2013 -, de acordo com a empresa de pesquisa Frontier Economics. A estimativa inclui bens de luxo, produtos de consumo e outras categorias, como produtos farmacêuticos.