77% dos clientes que receberam o auxílio emergencial gastaram com supermercado, aponta Neon

Segundo levantamento da fintech, entre maio e dezembro, houve crescimento de 158% entre os que transferiram recursos do benefício para a conta digital

Foto: Reprodução

Com o recrudescimento da pandemia de Covid-19, o governo federal liberou, em 2020, o pagamento do auxílio emergencial às pessoas de baixa renda, com parcelas que variaram entre R$ 300 a R$ 600, para amenizar o impacto da crise econômica. Segundo a fintech Neon, 77% dos seus clientes que receberam o auxílio tiveram algum gasto em supermercado, ante 24% entre os que não receberam.

O estudo foi feito pelo banco digital a partir do grande volume de consumidores que usufruíram do auxílio governamental. Alguns deles já eram clientes frequentes da conta digital, enquanto outros fizeram a abertura de conta após o início dos pagamentos. Entre maio e dezembro, a Neon observou crescimento de 158% no número de clientes que transferiu os recursos do auxílio emergencial para a conta digital.

O Head de Negócios da Neon, Tadeu Rocha, explicou que os números revelam que o cliente que trouxe o auxílio do governo realmente tende a gastar mais com necessidades básicas do que o cliente que não trouxe o auxílio, o que reforça a importância do benefício como renda principal ou auxiliar para milhões de brasileiros.

De acordo com a fintech, os clientes usaram os valores de diversas formas: 87% utilizaram o cartão (débito/crédito), 63% pagaram contas por boleto, 45% recarregaram o celular e 37% utilizaram o Pix. No caso das pessoas que gastaram o valor no cartão, além dos 77% que tiveram algum gasto em mercados, houve também despesas com bares e restaurantes (67%), transporte (58%) e saúde (54%).

Além disso, a pesquisa também constou despesas em vestuário (46%), moradia (37%), lazer (34%) e cuidados pessoais (33%). Pessoas que não receberam o benefício, por outro lado, tiveram suas categorias de consumo mais utilizadas entre supermercado (24%), assinaturas (35%), bares e restaurantes (31%), transporte (26%) e saúde (22%).