Atividade econômica supera expectativas e atinge alta de 1,70% em fevereiro

Em fevereiro, os economistas esperavam, no máximo, alta de 0,8 ou 0,9%

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Mesmo com a economia brasileira balançada devido à pandemia de Covid-19, o mês de fevereiro reservou uma surpresa. Enquanto os economistas esperavam, no máximo, alta de 0,8 ou 0,9%, a alta chegou a 1,70% em relação a janeiro, conforme dados obtidos pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), superando as expectativas do mercado.

Diferente de fevereiro, o mês de março já iniciou desapontando quem esperava a repetição da alta na atividade econômica. A pandemia no Brasil se agravou e, com isso, as medidas de contenção fecharam os comércios não essenciais. Contudo, mesmo com essa escada do índice, o esperado é que o Produto Interno Bruto (PIB) seja positivo no primeiro trimestre deste ano.

Em janeiro, o crescimento ficou em apenas 1,25% mesmo com expansão de 1,04%. O varejo entregou bons números, acompanhado dos setores de serviços e varejo ampliado, atingindo alta de 3,7%, 4,1% e 0,6%, respectivamente. Por outro lado, a produção industrial teve retração de 0,7%.

Para os economistas, a alta surpreendeu principalmente em razão da queda na atividade econômica causada pelo grande impacto da pandemia. No acumulado de 12 meses, a queda foi de 4,2%. Apesar da alta alcançada, os especialistas ainda duvidam que os números se mantenham bons no decorrer do ano.

Segundo dados obtidos pelo Boletim Focus, que compila estimativas de economistas consultados pelo Banco Central (BC), o resultado do ano deve ficar em 3,04%. Logo no início do ano, os economistas estimavam alta de 3,50%. O país ainda enfrenta incertezas como a lentidão da vacinação e sobre o Orçamento para 2021, e as expectativas vêm diminuindo.