Agricultura insere internet das coisas em lavouras

Nos EUA, o conglomerado francês de tecnologia Atos, por meio do FlexiGroBots, programa lançado pela União Europeia pretende fomentar a inserção de robôs no cultivo de alimentos

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A internet das coisas já é considerada uma arma positiva para as lavouras. Nos Estados Unidos, por exemplo, robôs serão encarregados de cuidar da produção agrícola – e fazem isso muito bem. A informação foi confirmada logo após o anúncio da compra da Root Al pela AppHarvest, de agricultura em locais fechados.

Aumento de produção

De acordo com a consultoria Meticulous Reseaarch, com o impulso de políticas governamentais, o setor agrícola deve investir em atualizações tecnológicas e incorporar soluções de internet das coisas como parte de sua estratégia de aumento de produção. A consultoria elabora pesquisas de mercado sobre setores como as indústrias químicas, automobilísticas e de semicondutores.

Se comparado ao ano passado, é possível que, com a chegada da internet das coisas, mesmo em avanço tecnológico, tenha uma retração leve de 0,8%. A explicação seria a pandemia de Covid-19, que acabou interrompendo a cadeia de produção das empresas que fornecem as tecnologias. Contudo, em parte, ele será reflexo da decisão de muitos produtores agrícolas de interromper projetos não-essenciais.

Crescimento da tração

Por outro lado, o relatório também aponta um crescimento da tração em 2022, o que impulsionará a agricultura. O esperado para o segmento é um movimento de US$ 32,75 bilhões até 2027. A partir de 2019, o montante anual representa avanço de 15,2%.

A consultoria reforça que a indústria da agricultura inteligente crescerá a um ritmo de 9,4% entre 2020 e 2027, quando movimentará US$ 18,7 bilhões. Segundo um relatório da consultoria americana Reportlinker, com base nos efeitos da pandemia sobre o setor, mesmo com a crise econômica, o segmento movimentará US$ 21 bilhões no mundo até o fim de 2025, montante quase 65% maior que os US$ 12,8 bilhões do ano passado.

Equipamentos de qualidade

O avanço da internet das coisas nas lavouras não cria mercado só para as fabricantes de equipamentos conectados – ainda que isso já não fosse pouco. Como essas tecnologias exigem, por exemplo, redes de comunicação com mais qualidade, elas também significam melhoria da infraestrutura de conexão.

Pensando nisso, EOS Data Analytics, empresa americana que já oferece um software de monitoramento de colheita, lançará não só um, mas sete satélites próprios para a captura de imagens das plantações, que irão abastecer os equipamentos usados nas lavouras. A expectativa é que lançamento seja até 2024.