Especialistas avaliam principais pilares no pacote de benefícios das empresas

As principais mudanças dos pacotes estão relacionadas ao “antes” e “durante” a pandemia de Covid-19

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Os novos pilares que vão guiar os pacotes de benefícios dentro das empresas nos próximos meses são: saúde mental, alimentação saudável, lazer e capacitação. As principais mudanças dos pacotes estão relacionadas ao “antes” e “durante” a pandemia de Covid-19, como a busca de um estilo de vida mais saudável.

De acordo com consultorias de recursos humanos, a intenção dos empregadores é manter em alta a moral das equipes – em um momento de recrudescimento da pandemia no Brasil – e dentro de um cenário que não sinaliza data de retorno para os expedientes presenciais.

O mercado de trabalho aponta para novos privilégios, como o “vale-Netflix” ou o pagamento do salário em dia agendado pelo profissional. Roberto Rosseto, líder de financial services da Mercer Brasil, afirma que mais empresas estudam mudanças ou já aplicam vantagens flexíveis em que o colaborador monta um pacote conforme suas necessidades.

Desta forma, o executivo explica que a escolha sobre a adesão a um plano de saúde, previdência privada ou a um auxílio-MBA, por exemplo, fica a critério do empregado. Já para Clayton Pedro, sócio do XFour, hub de HRtechs da consultoria de recursos humanos Fesa Group, acredita que facilidades ligadas ao cuidado com a saúde mental e o salário sob demanda terão mais relevância.

Fernando Mantovani, diretor-geral da consultoria Robert Half, opina que as organizações que não querem perder seus melhores profissionais passaram a rever mais vezes as cestas de benefícios. Segundo ele, as ofertas que são ligadas ao lazer, como o vale-livro ou o “vale-Netflix”, tornaram-se tentativas de aliviar o dia a dia dos funcionários.

A assistência médica, contudo, permanece como um dos atrativos mais valorizados do mercado, destaca Half. O último boletim da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aponta que, no último ano, houve um aumento em todas as modalidades de contratação dos planos de saúde, sendo que o maior percentual foi verificado nos coletivos empresariais.

Uma pesquisa da consultoria Willis Towers Watson com 196 empresas no Brasil, apontou que mais de 50% estavam adicionando ou expandindo o acesso a serviços de saúde mental on-line e à telemedicina. Apenas 12% revisaram o desenho do plano de licenças remuneradas e as práticas para reduzir custos e 78% planejavam novos programas de bem-estar.