Motor a combustão será passado em breve; marcas se desfazem da tecnologia

A Ford, Volvo e Bentley anunciaram que vão ser 100% elétricas a partir de 2030

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Ford, Volvo e Bentley anunciaram que vão ser 100% elétricas a partir de 2030 e já possível observar que o processo de eletrificação está ficando cada vez mais acelerado na Europa. Se outras marcas ainda não marcaram no calendário quando dirão adeus ao motor de combustão, já anunciaram os investimentos que terão de fazer nos próximos anos em mobilidade elétrica para se firmarem no mercado.

A Volkswagen anunciou que, apesar de seus atuais motores a combustão não terem sucessores, a marca contém um grande número de opções de motorizações que continuarão à venda até lá e que podem atender diferentes aplicações. Em contrapartida, a VW não pretende acabar com os referidos motores já, eles querem vender 50% dos carros elétricos até 2035.

No entanto, é esperado que alguns mercados ainda vão precisar de carros a combustão “mais eficientes”, o que leva a crer que eles não serão 100% a combustão, mas híbridos plug-in. Para alguns modelos, a WV confirma que haverá ainda novas versões a combustão antes de serem totalmente convertidas para os elétricos.

Já a Audi, outra empresa do grupo VW, também fez o mesmo anúncio. Os alemães de Ingolstadt decidiram que os atuais motores em produção não terão sucessores. A empresa conta com inúmeros motores, mas já estava em um processo no qual tinha turbinado e reduzido o tamanho dos propulsores. Como despedida, o boato é que a Audi vai fazer uma última versão do sedã de luxo A8 com o motor W12.

Em 2019, a Daimler, empresa-mãe da Mercedes-Benz, revelou que também parava o desenvolvimento dos seus motores a combustão. Na mesma época, a companhia colocou no mercado novos motores seis cilindros em linha. Já por parte da GM não houve anúncio do fim dos motores a combustão, mas foi confirmado que terá apenas carros elétricos em 2035.

No início deste ano, a alemã ZF anunciou que também interrompeu a produção de tecnologias associadas a motores a combustão e alterou os investimentos para novas tecnologias. A gigante Toyota Motor já trabalha com conjuntos motrizes sustentáveis e apostou nos híbridos muito antes. Agora, pretende esticar a vida útil dos seus atuais motores até 2050.