Brasil “beira” 13° posição entre as maiores potências econômicas do mundo, aponta FMI

Em relação ao PIB, em 2020, o Brasil ocupava a 21° na colocação num comparativo entre as maiores economias do mundo.

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Por meio da agência de classificação de risco de Austin Rating, as novas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia global aponta a queda de posição do Brasil na lista das maiores economia do mundo em 2021. Neste ano, o país deve ocupar o 13° lugar. Em 2020, devido o recorde histórico na queda do Produto Interno Bruto (PIB) para 4,1%, o país ocupava a 12° posição.

Enquanto o Brasil recuava em relação ao PIB, países como Canadá, Coreia e Rússia se superavam em valores concorrentes, em dólares. Em 2013, o país viveu seu pior momento, ficou na 14° posição. Entre o período de 2010 a 2014, o Brasil se manteve na 7° posição.

Efeito da pandemia

Para Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, a principal explicação para a perda de posições do Brasil, em 2020, foi o efeito pandemia de Covid-19 associado ao aumento das incertezas domésticas, em meio às preocupações com a saúde das contas públicas e maior desconfiança dos investidores.

Ele acrescenta que as instabilidades afetaram forte e negativamente a percepção dos investidores (domésticos e internacionais) sobre a capacidade de gestão do endividamento público e houve revisão dos portfólios globais.

O real se desvalorizou frente ao dólar (-31%) mais do que as moedas de concorrentes diretos como Rússia (-11,9%) e Coreia (-1,3%). Já o dólar canadense teve valorização de 1,1%.

13° colocação até 2023

Em relação ao PIB, em 2020, o Brasil ocupava a 21° na colocação num comparativo entre as maiores economias do mundo. Segundo expectativas do FMI, por meio de suas projeções, é possível que até 2023 o Brasil se mantenha na 13° colocação.

O economista relata que o real deve se desvalorizar mais que as moedas de outros países em virtude do baixo ritmo de imunização, que exige as medidas restritivas, além do risco fiscal ainda elevado como o orçamento em revisão, a taxa de juros em ciclo de alta e a ausência de aprovação das reformas estruturais.

Menor taxa desde 2004

O levantamento aponta a participação do PIB do Brasil na economia global em 2021, em dólares, deverá atingir 1,59%. Se a projeção se confirmar, será a menor taxa desde 2004 (1,52%).

De acordo com Agostini, em 41 anos, a taxa de 2021 será superior em 9 anos: de 1980, 1981, 1983 e 1984, que foram anos afetados pelas 1° e 2° crises do petróleo; também em 1992 por conta do sequestro da poupança e hiperinflação; além dos anos 2002, 2003 e 2004, devido à forte desvalorização do real.