Startup usa inteligência artificial para fazer exame de sangue em minutos

Sangue é "digitalizado" e enviado a central, onde é analisado por computador e especialista clínico

Foto: Reprodução

A Hi Technologies, uma startup que investiu no serviço de laboratório portátil no Brasil, adquiriu uma tecnologia que permite realizar exame de sangue em minutos e até teste de Covid-19. Para fazer os exames laboratoriais, é necessário um pequeno furo no dedo do paciente, por meio de um procedimento praticamente indolor.

A startup, que conta com investimentos da americana Qualcomm e da gestora de capital de risco Monashees, produz um laboratório portátil conectado, o Hilab, que já é utilizado por empresas para mais de 20 tipos de exames rápidos. Lançado em 2017, o aparelho permite a realização de exames como HIV e hepatite, em locais como farmácias, hospitais e laboratórios.

Como funciona

Em contato com o sangue coletado, os reagentes geram efeitos que podem ser medidos, como mudanças na densidade ótica e na cor. Um sensor transforma tudo em informação digital, para ser analisada pela central da empresa, em Curitiba. Assim, os profissionais de saúde emitem e assinam o laudo.

No caso da Covid-19, o teste sorológico da Hi tem uma função dupla, que não só retorna o resultado positivo ou negativo, mas também detecta a imunidade do paciente para o novo coronavírus. O resultado do exame fica disponível na plataforma on-line da Hilab e também chega no celular e e-mail do paciente em até 30 minutos.

Diagnóstico rápido

De acordo com Marcus Figueredo, fundador da Hilab, a forma como a Hi trata os dados dos exames é outro elemento que diferencia sua oferta de outros produtos de diagnóstico rápido. Segundo ele, o teste rápido importado gera resultados que vão para um relatório preenchido à mão e é enviado para o Ministério da Saúde, tornando-se um processo lento e ineficiente e impacta os resultados.

Por mais que a Hi esteja primariamente concentrada em atender a demanda do Brasil, Figueredo diz que a empresa tem sido procurada por diversas empresas e governos de outras países. Ele explica que está dando ênfase para o Brasil, mas está falando com organizações na Europa, América do Norte e América Latina.