Poupança perde R$ 3,52 bilhões em março e bate recorde

Movimento coincide com ausência do pagamento do auxilio emergencial a trabalhadores que perderam renda na pandemia

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Os saques em caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 3,52 bilhões em março, de acordo com relatório divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (7). Este é o terceiro resultado negativo consecutivo após o início da pandemia de Covid-19.

De acordo com a instituição, os saques da poupança somaram R$ 321,174 bilhões no mês passado – o maior volume da série iniciada em janeiro de 1995, com R$ 321,1 bilhões -, enquanto os depósitos totalizaram R$ 317,650 bilhões – embora a captação líquida tenha sido negativa, também tiveram patamar elevado.

Contudo, considerando-se apenas meses de março, o resultado de 2021 foi a maior saída líquida de valores da caderneta de poupança desde 2017. Naquele mês, R$ 4,996 bilhões deixaram a caderneta de poupança. No primeiro trimestre deste ano, a saída líquida somou R$ 27,541 bilhões – novo recorde histórico.

Os maiores gastos no início de cada ano, como material escolar pode ter relação com o resultado, além do pagamento de impostos como o IPVA e o IPTU, em alguns municípios, e parcelas remanescentes das compras de Natal. A interrupção do auxílio emergencial, em dezembro do ano passado, também cessou o fluxo de recursos na caderneta de poupança.

O estoque dos valores depositados registrou queda com a saída de recursos da poupança. Em dezembro do ano passado, o saldo da poupança estava em R$ 1,035 trilhão, passando para R$ 1,014 trilhão em fevereiro e para R$ 1,013 trilhão em março. Já os rendimentos somaram R$ 1,743 bilhão neste mês.