Planos sustentáveis: Netflix pretende reduzir emissão de gases poluentes

O plano piloto é zerar emissões de gases do efeito estufa até 2022

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A Netflix vem se envolvendo cada vez mais em projetos que priorizam o bem do planeta. Desta vez, os planos da empresa visam a redução da emissão de gases poluentes. A intenção é que aqueles projetos que não forem alcançados sejam compensados com investimento dedicados, por exemplo, à plantação de árvores e preservação ambiental.

Gases do efeito estufa

O plano piloto é zerar emissões de gases do efeito estufa até 2022. O plano seguinte é que, até 2030, sejam reduzidas emissões de Escopo 1 e 2 em 45%. Como forma de “provar” ao público que a promessa será cumprida, todo o processo vai ser gravado pela empresa, já que a maior parte da poluição vem de suas produções.

Durante as gravações, muitos veículos são usados para transportar o elenco contratado pela Netflix e isso, consequentemente, acaba gerando maior poluição por emissão de álcool.

Uso de energia

Na operação sustentável, entrará também economia do uso de energia. As lâmpadas incandescentes que antes eram usadas, hoje já são substituídas nos estúdios por LED.

A empresa já estudava meios de causar menos impacto ao meio ambiente, mas somente desta vez divulgou resultados do seu plano mais sustentável. Os dados foram liberados na última terça-feira (30), como parte do relatório de governança socioambiental da empresa.

De acordo com os dados revelados, no ano passado, a empresa gerou pelo menos 1,1 milhão de toneladas de gás carbônico, essa quantidade pode ser representada por emissões anuais de cerca de 240 mil carros. Os resultados não incluem emissões provenientes de infraestrutura de internet necessárias para os streamings.

Pandemia

Em comparação a 2019, sobre a poluição, o ano passado registrou 14% menos que o retrasado. Esse resultado pode ter sido atribuído à pandemia. Por outro lado, em 2019, o percentual de energia usado pela empresa representava 84% contra o produzido em 2018.

De acordo com a Netflix, esses aumentos estão relacionados diretamente com o crescimento no volume referente à produção própria de filmes e séries. Data centers usados para manter a operação de streaming, por exemplo, respondem por apenas 5% do total para o ano.