Empresários explicam como não fechar as portas durante a pandemia

A necessidade de se reinventar e a importância do meio digital são ferramentas essenciais durante a pandemia

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Desde o início da pandemia de Covid-19, o cenário para milhares de empresas é de muitas incertezas e crise financeira. Parte delas fecharam e outras tiveram de reduzir seu quadro de funcionários.

Outra situação preocupante é a exposição ao coronavírus. César Pietrobom, por exemplo, é dono de uma loja de produtos para artesanato, a Center Panos, mas precisou passar meses em casa, isolado, por fazer parte do grupo de risco.

Fugindo da falência

Nos primeiros meses da pandemia, em março de 2020, a loja fechou. Quem assumiu os negócios foi o filho, Ítalo Pietrobom, e a esposa. Para que a empresa não fosse à falência, a saída pensada, em conjunto, foi entrar de cabeça no digital.

Para que os planos fossem colocados em prática, foi necessário investir em publicidade por meio de fotos e vídeos nas redes sociais, o que desembolsou cerca de R$ 200 por mês, mas fez com a empresa não parasse.

Outro exemplo de empresários que precisaram se reinventar no meio da pandemia é o casal Guilherme Baldocchi e Fernanda Baldocchi, proprietários de uma empresa na capital paulista.

Hora de reinventar

Eles possuem um salão de beleza que, antes da pandemia, era responsável por 70% do faturamento, mas o salão precisou ser fechado. No caso deles, o serviço não tinha como ser oferecido por internet.

A solução encontrada pelos dois foi vender torta congelada com o negócio chamado de Lá Dá Torta. Naquele momento, essa era seria a melhor opção para conseguir uma renda em tempos tão difíceis.

A divulgação por meio de redes sociais também foi uma saída encontrada pelo casal, que passou a vender por aplicativos de mensagens e e-mail. A solução foi, de fato, uma solução. O negócio fez tanto sucesso que recuperou 90% da receita pré-pandemia.