Restos de comida viram combustível sustentável para aviões nos Estados Unidos

Cientistas estão trabalhando em um método para transformar restos de comida em um tipo de combustível sustentável

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Pesquisadores do Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos não têm medido esforços para trabalhar na transformação de restos de comida em uma espécie de combustível sustentável para abastecer motores de aviões a jato. Para se obter a biomassa, é preciso de dejetos como estrume e resíduos alimentares que serão fermentados e decompostos em substâncias semelhantes aos combustíveis fósseis.

O processo é parecido com o realizado para a obtenção de biocombustíveis como o biodiesel e o etanol. No entanto, o processo para converter alimentos é ainda mais complexo, uma vez que o composto deve ser semelhante ao querosene de aviação, para que não sejam necessárias muitas mudanças nos projetos dos motores a jato. 

Os cientistas puderam converter ácidos graxos voláteis, obtidos a partir da fermentação dos restos de alimentos, em moléculas de parafina simples. Essas moléculas podem ser usadas para abastecer os aviões por terem química parecida aos combustíveis fósseis tradicionais. O composto precisa ainda ser misturado ao querosene de aviação tradicional, em uma proporção de 90% de combustível fóssil e 10% do novo biocombustível.

Contudo, os pesquisadores acreditam que essa relação pode chegar até a 70/30 em breve. A aviação comercial é responsável por aproximadamente 3% das emissões globais de carbono na atmosfera, o que faz com que a indústria busque soluções mais verdes para tornar o transporte mais sustentável. Os combustíveis alternativos produzem menos aerossóis de fuligem durante a queima e reduzem o lixo do desperdício de alimentos. 

Os pesquisadores envolvidos no projeto afirmam que os motores não funcionam inteiramente com os biocombustíveis, mas retirar uma parte da emissão de combustíveis fósseis já ajuda a diminuir a quantidade de carbono jogado na atmosfera.