Healthtech cria embalagem sustentável e tecnológica para transporte de vacinas

A Shield Company, fundada em 2020, desenvolveu uma caixa reciclável, reutilizável e imbuída de inteligência artificial para ajudar o país na vacinação contra a Covid-19

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A healthtech Shield Company desenvolveu uma caixa reciclável, reutilizável e imbuída de inteligência artificial para ajudar o Brasil na vacinação contra a Covid-19. Fundada em 2020, a ideia era oferecer uma plataforma digital que conectasse laboratórios, operadores logísticos, centros de pesquisa e pacientes, mas os planos mudaram.

O objetivo da plataforma era monitorar em tempo real o armazenamento e o transporte de medicamentos e vacinas. Contudo, com o avanço da crise sanitária no país, a empresa viu a oportunidade de usar a sua tecnologia na logística das vacinas. Assim, a empresa saiu do campo digital e lançou no mercado físico uma alternativa sustentável para esse processo.

Caixa reciclável

A caixa reciclável, reutilizável e imbuída de alta tecnologia, lançada pela empresa, foi chamada de Shield Box. A embalagem é capaz de preservar a temperatura das vacinas por até 200 horas sem gerar resíduo na natureza. Por meio dela, também é possível controlar a temperatura à distância e monitorar a sua geolocalização em tempo real.

Os painéis VIP asseguram um isolamento térmico superior que evita a troca de temperatura entre o interior com o ambiente externo. A Shield Box é composta por seis placas PCM, uma estrutura de fibra de carbono (VIP) e uma tampa de fibra de carbono (VIP) e, devido a estrutura de fibra de carbono (painéis VIP), torna-se mais leve.

David Bueno, CEO da Shield Company, conta que a empresa já produziu 2,5 mil unidades do produto até agora. O que deve aumentar nos próximos meses, em razão da expansão fabril da startup, em Campinas, no estado de São Paulo, e também em um hub internacional. Assim, serão capazes de produzir 2,5 mil em 45 dias, segundo ele.

 Desafio tecnológico

A Shield surgiu de um desafio tecnológico lançado pela DRS, um grupo de cinco empresas da indústria farmacêutica, onde Bueno é CEO. Em 2019, segundo ele, o grupo entendeu que era necessário criar um espaço para propostas inovadoras dentro do setor. Assim, nasceu a DRS Inova, para de criar startups no mercado de saúde com tecnologia.

A ideia surgiu quando a DRS fez dois aportes – um de R$ 3 milhões e outro de R$ 7 milhões – para viabilizar o negócio, que também tinha como propósito trazer tecnologia e sustentabilidade à logística de saúde. Para Bueno, uma vacinação desse porte e nessa velocidade, há o risco de ter um dano impagável ao final da incursão, e merece atenção.

Segundo o executivo, todos os componentes são utilizados dentro dos conceitos de inovação, tecnologia e sustentabilidade. A empresa aproveitou a pandemia para fazer um planejamento específico e detalhado para transportar as possíveis vacinas contra a Covid-19, mas ainda não fechou nenhum contrato para o transporte delas no Brasil.