Dez games que colocaram a crítica e o público em lados opostos

Enquanto a críticas especializadas detonou os games, os fãs encontraram vários pontos positivos

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Às vezes, a crítica especializada e o público podem discordar em suas análises. Foi o que aconteceu em games como NieR, Star Wars Bounty Hunter, Spider-Man Web of Shadows e Deadly Premonition. De um lado, reviews especializados reclamaram sobre alguns problemas identificados nos jogos, enquanto do outro, jogadores amadores enxergaram qualidades para além das queixas sobre jogabilidade, controles e gráficos. 

Dez games em que isso aconteceu:

NieR

O game NieR, de 2010, dividiu opiniões. Os críticos consideraram os gráficos fracos e a jogabilidade repetitiva, além da percepção negativa da tentativa da Square em misturar RPG de ação com hack ‘n slash. Os fãs, por outro lado, encontraram na história um grande ponto positivo: a narrativa, além de uma trilha sonora de alta qualidade.

Star Wars Bounty Hunter

Lançado em 2002, Star Wars Bounty Hunter é um jogo de ação e tiro em terceira pessoa para PlayStation 2 e GameCube. O game recebeu críticas da mídia especializada por causa dos controles e pela implementação de uma câmera que comprometia a ação, além de ter uma jogabilidade repetitiva. Outro ponto negativo foi a ambientação no mundo de Star Wars ser mais distante da que ocorria nas telonas na época. 

Os fãs, no entanto, acharam Bounty Hunter um bom jogo de ação. O fato de contar uma história de Star Wars com um enfoque diferente foi o que fez ganhar pontos. Até então, Bounty Hunter é um dos poucos games single-player de Star Wars em que o jogador não é nem um cavaleiro jedi e nem um lord sith, e sim um mandaloriano.

Deadpool

Embora existam divergências entre críticas e jogadores, o game do anti-herói da Marvel também gera consenso. Tanto os reviews especializados como as análises independentes de gamers levantam pontos ruins do jogo, como, por exemplo, a história curta – é possível terminá-lo em seis horas – e os gráficos e a jogabilidade que deixaram a desejar. O tom é o ponto em que a crítica e o público divergem: os jogadores gostam do humor escrachado e politicamente incorreto, já a crítica considera um humor raso e exploratório. 

Dinasty Warriors

Com Dinasty Warrios 2, de 2000, a série desagradou os críticos por apresentar uma estrutura de hack and slash. A crítica também não gostou da repetitividade de todos os jogos da franquia e da baixa qualidade da dublagem, história e áudio. A série, contudo, cultivou uma legião de fãs, que encontram nesses pontos negativos, grandes trunfos.

Até a gameplay, considerada repetitiva por especialistas, é vista como ponto positivo, uma vez que proporciona alto grau de diversão. Os gamers afirmam que o tom exagerado na história e nos diálogos conferem um charme “tão ruim que é bom” à franquia. 

God Hand

God Hand surgiu para o console PlayStation 2 com a proposta de ser uma paródia em cima das artes marciais. Entretanto, a crítica não entendeu o conceito e foi negativa diante de aspectos técnicos, controles muito imprecisos, gráficos e níveis de dificuldades. Já o público soube rir das situações inusitadas. Para os jogadores, os controles, embora não tão sofisticados, contribuíram para o fator de desafio da dificuldade do beat ‘em up. 

Spider-Man Web of Shadows

Web of Shadows foi lançado para PS3, Xbox 360, Nintendo Wii e PCs. Os especialistas criticaram a câmera engessada que, segundo eles, prejudicava a jogabilidade. Além disso, o game conta com inúmeros bugs e tem uma história fraca e previsível. 

Apesar dos problemas, Web of Shadows caiu no gosto do público. Os fãs afirmam que o jogo é bom pelo fato de existir o Homem-Aranha e ter a possibilidade de explorar Nova York se embalando em teias. O game foi uma antecipação de um dos elementos que ajudariam a explicar o enorme sucesso de Marvel’s Spider-Man em 2018.

Kirby Air Ride

Lançado em 2003, Kirby Air Ride era um título exclusivo para GameCube. Era um game de corrida ambientado no universo de Kirby. Os críticos apontaram a simplicidade dos controles que consistia no pressionar de apenas um botão. 

O público, no entanto, identificou que o domínio dos controles exigia prática e percepção dos nuances de cada manobra e situação nas pistas. Os gamers também gostaram muito dos gráficos, do tom divertido e do fato de que é um game com Kirby no meio. 

Monster Hunter Freedom

Monster Hunter Freedom é um game de 2006 que trazia uma versão compilada dos dois primeiros jogos da série para o portátil da Sony. Críticos afirmaram não encontrar méritos na jogabilidade. Além disso, eles não gostaram da história e nem dos gráficos da série. Já os fãs gostaram da ideia de compilar os primeiros jogos em um único título. Os jogadores também foram positivos ao analisar o potencial de jogar Monster Hunter em qualquer lugar, mesmo com as limitações do PSP em termos de tempo de loading e controles.

The Saboteur

O game, lançado em 2009, se passa na Paris ocupada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. O jogo começa em preto e branco e vai recuperando cor, conforme o jogador libera as regiões da cidade da presença dos fascistas. Segundo a crítica, The Saboteur não tem gráficos avançados, bons controles ou história envolvente. 

Os jogadores discordaram e elogiaram a ambientação na Paris de 1940, a gameplay com uma fusão de combate e furtividade em terceira pessoa e a exploração em mundo aberto com direito a corridas. Além disso, os gamers também ficaram felizes com a história inspirada, em parte, na vida de William Grover-Williams, piloto de corrida que se envolveu na luta contra o nazismo na França ocupada.

Deadly Premonition

Deadly Premonition teve tanto sucesso em colocar a crítica e o público em campos opostos que foi parar até no Guinness como o jogo de terror mais polarizante da história. Os críticos falaram mal da gameplay, da história confusa e da qualidade gráfica do título. Os fãs, por outro lado, tornaram a produção um game cult.

Os destaques positivos foram sua história aberta a interpretação com tons e diálogos à David Lynch, complexidade nas interações com personagens que seguem rotinas comuns e um mundo aberto construído em escala. O mapa tem o tamanho real de uma pequena vila no interior dos Estados Unidos, um feito que, até hoje, não foi repetido.